Com orçamento menor, Rancharia garante benefício 52% superior ao de Marília e encosta em potências como Bauru
Levantamento realizado entre 10 importantes municípios do Interior de São Paulo, um dado chama a atenção não apenas pelos números absolutos, mas pela eficiência na gestão pública e valorização do funcionalismo público. Rancharia, com população estimada em 29.387 moradores, conforme o IBGE em 2025, consolidou-se como uma das cidades que melhor remunera seus servidores no quesito segurança alimentar, batendo de frente com gigantes econômicos e demográficos do Estado.
A eficiência pública de Rancharia ganha força quando comparada aos principais centros urbanos do Centro-Oeste e Oeste paulista. Enquanto polos como Bauru, a maior cidade daquela parte do Estado, e Presidente Prudente, referência no agronegócio, pagam R$ 1.400,00, Rancharia oferece R$ 1.300,00. A diferença percentual é de apenas 7%, um valor irrisório se considerarmos a distância abissal entre as arrecadações e as estruturas administrativas dessas metrópoles regionais em relação à cidade vizinha.
Quase 53% maior que Marília
O desempenho de Rancharia torna-se ainda mais relevante ao observar os valores praticados por vizinhos de maior porte. O caso mais emblemático é Marília: com quase 250 mil habitantes, a ‘Cidade Símbolo de Amor e Liberdade’ de orçamento público bilionário paga R$ 850,00 de vale-alimentação. O benefício em Rancharia é 52,9% maior que o de Marília.
O cenário se repete quando se olha para Ourinhos, que abriga 107 mil pessoas e oferece R$ 630,00 (valor que Rancharia supera em expressivos 106%), e Tupã, com 65.433 habitantes e benefício de R$ 800,00, ficando 62,5% abaixo do valor ranchariense. Mesmo em comparação com cidades de médio porte e economias sólidas, Rancharia mantém a dianteira. O município supera Assis, que paga R$ 1.100,00, e a próspera Araçatuba, com seus R$ 1.070,00. Próximo dali, a menos de 30 quilômetros de distância, Paraguaçu Paulista (com mais de 42 mil habitantes) pratica o valor de R$ 1.064,00 no vale-alimentação de seus servidores.
Rancharia também desbanca Garça, cidade de porte similar a Paraguaçu com mais de 43 mil habitantes, que oferece R$ 1.000,00. O levantamento evidencia que, independentemente da densidade populacional, a prioridade dada à mesa do servidor em Rancharia é um ponto fora da curva no mapa do Interior.
Para o prefeito de Rancharia, Homero do Mané Facão, os números refletem uma escolha consciente de gestão que coloca o capital humano acima da burocracia. Ao analisar as 10 cidades do Interior paulista que compõem este ranking de comparação, o chefe do Executivo destacou o papel essencial do servidor na estrutura da cidade.
“Nossa gestão entende que valorizar o servidor não é um gasto, é um investimento direto na qualidade do serviço prestado à nossa população. Conseguir entregar um vale-alimentação de R$ 1.300,00, competindo com cidades que possuem orçamentos muito maiores que o nosso, demonstra que com seriedade e respeito ao dinheiro público, é possível garantir dignidade e mesa farta para as famílias dos nossos trabalhadores. O servidor de Rancharia sabe que é prioridade”, finalizou.
Arquitetos e engenheiros analisam propostas de zoneamento e uso do solo para modernizar o crescimento de Marília
A revisão da legislação urbanística de Marília contou com uma análise técnica aprofundada durante audiência pública realizada com a participação de especialistas em engenharia e arquitetura. O encontro focou na atualização das leis de Zoneamento e de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, normas que balizam o desenvolvimento da infraestrutura e a expansão urbana. A presença de profissionais com experiência em planejamento municipal permitiu um debate focado em critérios técnicos para garantir segurança jurídica e viabilidade aos projetos futuros.
Realizada na noite da última segunda-feira, 13 de abril de 2026, reunindo nomes como o engenheiro civil e professor universitário José Ernesto Tonon, além do engenheiro civil Roberto Monteiro, que possui trajetória como vereador, secretário municipal de Planejamento Urbano e de Obras. A participação desses especialistas foi central para o detalhamento das exposições técnicas apresentadas pela administração municipal. Os profissionais avaliaram as propostas de modernização da Lei Complementar nº 54/1992 e da Lei Municipal nº 4.455/1998, buscando soluções para gargalos viários e o ordenamento do solo.
A arquiteta e urbanista Érica Gasparini, presente à audiência, ressaltou a importância de Marília retomar modelos de sustentabilidade que privilegiem a vida local. “Ao meu ver, a revisão do plano diretor em Marília passa em retomarmos o conceito que a cidade já possuía num passado não muito remoto. Aqui já fomos uma ‘cidade de 15 minutos’”, afirmou, defendendo que o acesso a serviços essenciais deve ocorrer em curtos deslocamentos. Para a urbanista, o desenho do futuro urbano depende diretamente dessa contribuição técnica para evitar a desordem no crescimento centenário da localidade.
O debate técnico destacou que a priorização do transporte público e a valorização do espaço geográfico são fundamentais para reduzir congestionamentos e melhorar a coletividade. Segundo Érica, a meta é garantir que o cidadão não gaste mais do que 15 minutos para acessar escolas ou postos de saúde. A análise profissional apresentada durante a plenária servirá de subsídio para a redação final do projeto de lei, visando uma cidade mais resiliente.
Calendário de eventos segue até o final do mês com rodas de conversa e palestras em diversas instituições de Paraguaçu Paulista
O Instituto Equilibre, sob a coordenação da fonoaudióloga Dra. Priscila Reis e do educador físico e psicomotricista Marcelo Vergílio, segue com uma extensa programação voltada à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Após o sucesso do seminário de abertura realizado na sede da OAB no início do mês, as atividades agora se concentram em levar informação e suporte técnico para diferentes pontos da comunidade em Paraguaçu Paulista. Nesta quinta-feira, dia 16, a Escola Castelinho recebe a palestra ‘Princípios fundamentais do Neurodesenvolvimento’, seguida por um encontro na Cresol Tradição, na sexta-feira (17), sob o tema ‘Autismo em Pauta’.
O cronograma de atividades para a segunda quinzena de abril busca descentralizar o debate e alcançar públicos variados. No dia 23, a Santa Casa de Paraguaçu Paulista será palco da discussão ‘TEA e suas nuances’, enquanto o dia 24 reserva uma nova edição do projeto ‘Autismo em Pauta’ no CRAS III. O encerramento da jornada de conscientização ocorrerá no dia 30 de abril, na ETEC de Quatá, abordando um tema essencial e muitas vezes negligenciado: ‘Autismo na vida adulta’. As ações reforçam o compromisso institucional em promover o entendimento e a inclusão em diferentes esferas da sociedade civil e acadêmica.
Além dos eventos futuros, a campanha deste ano já registrou importantes marcos de engajamento regional. O mês foi inaugurado com o Seminário TEA no dia 1º de abril e, nesta terça-feira, dia 14, foi realizada uma produtiva roda de conversa no CRAS II. Todas as iniciativas capitaneadas pela Dra. Priscila Reis e Marcelo Vergílio visam fortalecer a rede de apoio local, unindo a expertise clínica do Instituto Equilibre à necessidade de disseminar conhecimento prático sobre o desenvolvimento neuroatípico para familiares, profissionais e educadores da região.
A administração de Homero do Mané Facão (PSD), à frente da Prefeitura Municipal de Rancharia, no Oeste do Estado, comprova ter a valorização do servidor como um de seus alicerces. O índice de reajuste de 7% é um dos maiores do Estado, superando significativamente a média paulista e regional, estabelecida em 5%. O município integra um seleto grupo de valorização salarial ao lado de Álvares Machado, Pirapozinho e Presidente Bernardes, posicionando-se acima de 22 das 26 cidades da sua região. Enquanto o cenário médio de elevação do ticket-alimentação regional fixou-se em 5,6%, Rancharia destaca-se no topo da pirâmide ao garantir ganhos reais que consolidam a política de reconhecimento ao funcionalismo público municipal.
O desempenho de Rancharia ganha ainda mais relevo quando comparado aos índices aplicados em grandes polos e centros regionais do Estado de São Paulo durante este exercício de 2026. Enquanto a gestão municipal de Rancharia garantiu 7% de aumento, cidades de grande porte como Sorocaba e Itapecerica da Serra aplicaram índices de 5,2% e 5%, respectivamente. Em Marília, o reajuste fixou-se em 4%, enquanto Mogi das Cruzes optou por um parcelamento de 1,88% em março e outros 1,88% em outubro, evidenciando que o percentual adotado por Rancharia coloca o município em uma posição de destaque.
Em termos comparativos com a inflação acumulada, que se fixou em 4,26% segundo os índices oficiais de preços, a política de valorização do funcionalismo em Rancharia assegura um ganho real expressivo aos trabalhadores públicos. Esse movimento contrasta com a realidade de oito cidades da região, como Martinópolis e Presidente Venceslau, que limitaram o reajuste estritamente ao índice inflacionário de 4,26%. O cenário é ainda mais crítico em localidades como Estrela do Norte, Flora Rica e Indiana, onde o levantamento aponta que não houve qualquer aplicação de percentual de reajuste nos vencimentos.
Impacto dos benefícios e tendências nas cidades paulistas
A valorização em Rancharia estende-se de forma agressiva ao ticket-alimentação, que sob a gestão de Homero do Mané Facão registrou uma alta de 30%, índice que supera as médias aplicadas até mesmo em cidades com mais de 250 mil habitantes. Em municípios de médio porte, que abrigam entre 30 mil e 50 mil moradores, a média de reajuste no auxílio-alimentação tem oscilado em torno de 10%. A estratégia de elevar o benefício de forma robusta é uma ferramenta utilizada por gestores para aumentar a remuneração líquida disponível, sem gerar impacto imediato e permanente na folha de pagamentos previdenciária.
Nas cidades de pequeno porte, entre 10 mil e 20 mil habitantes, a capacidade fiscal limitada geralmente impede a oferta de ganhos reais, mantendo as correções presas ao teto de 5%. O vale-alimentação nessas localidades menores costuma acompanhar a inflação ou receber ajustes fixos que elevam o benefício para a casa dos 6%. Rancharia, ao romper essa tendência com um aumento de 30% no ticket – no acumulado dos dois primeiros anos da gestão Homero do Mané Facão – e 7% no salário, distancia-se da média de seus pares populacionais e se aproxima dos pacotes de benefícios oferecidos apenas por municípios com saúde financeira extremamente robusta e alta arrecadação própria.
O panorama estadual de 2026 mostra que grandes centros e polos regionais buscam manter a homogeneidade, situando seus reajustes salariais entre 5,2% e 5,5%. Embora cidades de grande porte anunciem pacotes expressivos para corrigir distorções históricas no auxílio-alimentação, a manutenção de uma política de 7% de aumento salarial direto, como ocorre em Rancharia, permanece como uma exceção positiva no funcionalismo paulista.
A decisão reflete o compromisso da administração com a manutenção do poder de compra e a valorização direta da categoria frente aos desafios econômicos enfrentados pelas prefeituras do Interior.
Evento inédito em Marília reúne representantes de todo o país para debater gargalos e o impacto da nova taxação sobre o setor de sucatas
O workshop Recicla Legal, realizado pelo Grupo Metalfec em 19 de março, em Marília, superou as expectativas ao reunir mais de 140 participantes de estados como Ceará, Rio Grande do Sul, Maranhão e Pará. Idealizado inicialmente para combater o furto de fios de cobre, o evento consolidou-se como um fórum estratégico de formalização. Conforme afirmou Fábio Donófrio – idealizador e organizador do simpósio e CEO do Metalfec, o interesse foi imediato. “Fiquei surpreso pelo sucesso. Mostra que o setor quer crescer e se organizar”, declarou.
A principal preocupação dos congressistas recai sobre a recente alteração tributária que impôs 9,25% de PIS e COFINS sobre a sucata. Donófrio classificou a medida como um retrocesso ambiental e econômico. “O Brasil está deixando de ser o país da reciclagem e virando o país do tributo”, desabafou o empresário, ressaltando que a nova carga tributária configura uma ‘exa-tributação’, já que o produto original já havia sido taxado anteriormente em sua fabricação.
O impacto social da medida deve atingir diretamente a base da cadeia produtiva: os catadores. Com a nova tributação, o valor pago pelo material reciclado deve sofrer retração, desestimulando a atividade. Donófrio alerta que a conta chegará na ponta final: “Quem vai pagar essa conta é o catador, que vai vender sua reciclagem 10% a menos”. Para ele, o setor deveria receber incentivos governamentais pela economia de energia e preservação, em vez de novas punições financeiras.
A relevância do alumínio foi destacada como exemplo de potencial desperdiçado pela falta de políticas públicas. Embora o Brasil seja líder mundial na reciclagem do metal, o setor enfrenta dificuldades para expandir a operação para outros resíduos, como plástico e papelão. Donófrio pontuou que a reciclagem de alumínio utiliza apenas 5% da energia necessária para a extração mineral: “Com 2 mil toneladas, você consegue abastecer uma cidade como Marília”, comparou, enfatizando a dimensão do ganho ambiental.
O workshop contou com a presença de figuras como Paulo Fiuza e Anderson Pomini, presidente do Porto de Santos, que sinalizou apoio à interlocução política do setor. O sucesso do encontro garantiu a continuidade do projeto para novas edições. “Esse é o primeiro de muitos. Ficou um gostinho de quero mais e a oportunidade de um networking fundamental entre indústrias, sucateiros e o poder público”, concluiu Donófrio, projetando um mercado impulsionado por novas tecnologias e carros elétricos.
O então governador de São Paulo Paulo Egydio Martins, em 30 de janeiro de 1976, ao sancionar a Lei Estadual nº 952, unificou diversas instituições paulistas de Ensino Superior distribuídas por várias cidades do Interior de São Paulo, criando assim a Universidade Estadual Paulista, Unesp. Uma única universidade pública congregava o fazer científico espalhado por dezenas de municípios do Estado. Desde então, a Unesp se consolidou como uma das 10 melhores universidades do país, como um centro de ensino, pesquisa e extensão.
A Unesp é a caçula entre as três universidades estaduais do nosso Estado. A mais antiga é a USP (Universidade de São Paulo), de 1934. A irmã do meio é a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), fundada no ano de 1966.
Assim como as demais, a Unesp é uma instituição pública e 100% gratuita, financiada pelos impostos da sociedade paulista. Ela possui 34 unidades em 24 cidades, sendo 22 no Interior, uma na Capital e uma no Litoral paulista, em São Vicente. São oferecidos 136 cursos de graduação e forma, por ano, mais de 5.000 novos profissionais. Possui cerca de 14 mil mestrandos e doutorandos matriculados em mais de 150 programas de pós-graduação em todas as áreas do conhecimento, desde Medicina até Física Teórica.
Minha história na Unesp teve início em agosto de 2005, quando ingressei no Departamento de Ciências Políticas e Econômicas, no Campus de Marília, e ‘queimei meus navios’ para me mudar para cá. Do jeito que fez o explorador Hernán Cortés quando chegou à costa mexicana, não tendo mais como regressar a se não com a absoluta vitória. Aqui encontrei uma cidade acolhedora, bem como um ambiente acadêmico de alto nível, que me proporcionou oportunidades para aprofundar o conhecimento em Economia Política Internacional, mais especificamente sobre os impactos das transformações econômicas e sociais decorrentes do processo de Reforma e Abertura da China. Nesses vinte anos, já visitei o país em 15 ocasiões e acompanhei ‘in loco’ as profundas transformações que fizeram da China a maior potência industrial do mundo.
Nesse longo período na Unesp eu convivi com intelectuais de altíssimo nível, bem como com centenas de universitários brilhantes, que hoje trabalham em grandes corporações, no setor público, em instituições internacionais e na docência em prestigiadas universidades do Brasil. Ao longo de todos esses anos, pude ver desabrochar o talento latente que estava estampado no rosto de cada aluno. Pude, ainda, acompanhar a democratização do acesso à universidade pública, vendo representada, em cada sala de aula, a grande diversidade que caracteriza o nosso país.
Por fim, é importante destacar que, em Marília, encontrei novos amigos e ainda estou conhecendo cada aspecto da riqueza de nossa cidade, seja uma nova cervejaria artesanal, um novo restaurante ou um cantinho que só os antigos marilienses conhecem. Nesse aspecto, vale a pena citar o saudoso deputado constituinte de 1988 e ex-deputado estadual Dr. Oswaldo Doreto Campanari, com quem conversei sobre a criação da Unesp. Em certa oportunidade, ele me relatou os bastidores da elaboração da Lei que a instituiu, em 1976.
Naquele momento, havia resistências de alguns setores da sociedade à criação de mais uma universidade pública estadual. Quem mais expressava a contrariedade era o jornal ‘O Estado de S.Paulo’, o Estadão. Diante disso, como forma de lustrar o ego da família Mesquita de modo a superar a resistência, os deputados estaduais incluíram o nome de Júlio Mesquita Filho. O Dr. Doreto me contou esta história com um sorriso maroto e muito orgulho de sua atuação na criação da nossa Universidade Estadual Paulista ‘Júlio de Mesquita Filho’, um patrimônio do povo paulista e de todos nós brasileiros.
Marcos Cordeiro Pires é professor doutor do campus da Unesp (Universidade Estadual Paulista) ‘Júlio de Mesquita Filho’, campus de Marília, e diretor do instituto Unity Global (@unityglobalinstitute)
Espaço construído na sede da associação servirá de base para o programa ‘Rota da Inovação’, focado na capacitação estratégica de microempreendedores locais
Com a inauguração do novo espaço coworking, prevista para acontecer nesta quarta-feira, dia 25 de março de 2026, às 18h30, a AEA (Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília) com o apoio fundamental do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo), entrega para a cidade moderno projeto de inovação voltado ao fortalecimento do ecossistema empresarial. A iniciativa ‘Empreendedorismo e a Rota da Inovação’, oferecerá capacitação e mentoria gratuita para 20 Microempreendedores Individuais (MEIs) formalizados nos últimos dois anos. O objetivo central é transformar pequenas ideias em negócios sustentáveis e competitivos no mercado regional.
O programa surge como uma resposta estratégica aos dados do Sebrae SP, que apontam alta taxa de encerramento de empresas em seus primeiros anos de funcionamento por falhas de gestão. Durante as atividades, os participantes terão acesso a mentorias especializadas e ferramentas modernas de planejamento, como o Business Model Canvas e a Análise SWOT. O diferencial do projeto é a aplicação prática, permitindo que cada empreendedor utilize o próprio negócio como estudo de caso durante o aprendizado.
O presidente da AEA Marília, engenheiro civil Vitor Manuel Carvalho Sousa Violante, destacou que a chegada do novo coworking representa um divisor de águas para os profissionais da região e enalteceu a continuidade da gestão no sistema. “A entrega deste espaço é fruto de uma visão estratégica que começou com o atual presidente do Confea, Vinicius Marchese, a quem devemos o mérito pela idealização desta rede de coworkings distribuída em cidades polos de São Paulo”, pontuou.
Vitor Violante salientou que, “sob a liderança da presidente do Crea-SP, Lígia Mackey, o projeto ganhou o impulso necessário para se tornar realidade em nossa sede”, contextualizou. “Todos nós, diretoria e associados da AEA Marília, somos gratos pelo empenho de ambos, que sempre demonstraram um olhar atento às demandas da classe tecnológica e à modernização das nossas associações”, finalizou Violante.
A coordenação técnica das capacitações ficará a cargo do especialista Leandro Tenório, atual coordenador do curso de Administração do Univem e consultor de negócios com ampla experiência em inovação, empreendedorismo e finanças corporativas. As atividades serão desenvolvidas na sede da AEA Marília, que disponibilizará sua nova infraestrutura de coworking como contrapartida institucional. O ambiente servirá como laboratório para o desenvolvimento de competências em liderança, viabilidade financeira e estratégias de mercado para os empreendedores selecionados.
A formalização da parceria ocorrerá durante a cerimônia de abertura do novo ambiente de inovação, marcando um avanço nas políticas públicas de geração de renda e fortalecimento do ecossistema econômico de Marília. Espera-se que, ao final do ciclo, 20 projetos empresariais estejam plenamente estruturados, contribuindo para a robustez da economia local. Os detalhes executivos do cronograma serão entregues à Secretaria de Desenvolvimento Econômico para integrar o plano de ação municipal de 2026.
O diagnóstico imediato e a rede de apoio especializada garantem o desenvolvimento pleno e a inclusão de crianças com Síndrome de Down
A pontualidade e a segurança marcaram a manhã do dia 7 de fevereiro de 2026, quando, às 7h30, a pequena Liz Morgado, de quatro anos, cruzou os portões da Escola Guiomar, em Assis. O gesto de despedida, um ‘tchau’ firme direcionado à mãe, Maria Eliane Cordeiro Doerig, não foi fruto do acaso, mas o coroamento de uma jornada iniciada apenas 90 dias após o seu nascimento, em novembro de 2021.
Para famílias que convivem com a Síndrome de Down ( T21) , o ingresso no universo pedagógico representa um marco de independência que só é possível graças ao diagnóstico precoce e ao suporte de equipes multidisciplinares, como as que acompanharam a pequena Liz, no Instituto Equilibre, em Paraguaçu Paulista. O dia 21 de março é celebrado como Dia Internacional da Síndrome de Down, já que a data 21 do 3, faz referência à trissomia do cromossomo 21 – que é a alteração genética causadora da condição. Embora tenha realizado todos os exames do pré-natal, não foi possível identificar alterações, havendo a suspeita imediatamente ao nascer . Olhos amendoados e outras características físicas típicas foram observadas pela médica obstetra. Entre o nascimento e o diagnóstico se passaram 50 dias, e, antes de 90 dias de vida, Liz já iniciava seu tratamento multidisciplinar no Instituto Equilibre.
A trajetória de Liz evidencia que o desenvolvimento motor, cognitivo e linguístico em casos de trissomia do cromossomo 21 não segue um fluxo automático, exigindo estímulos planejados para superar barreiras biológicas. A fonoaudióloga Priscila Reis, que integrou a equipe de cuidados, explicou que a lentidão no processamento de informações/ aprendizagem é uma variável constante. Conforme a especialista, a informação chega, mas a criança demanda um tempo maior para processar e executar o que lhe foi solicitado . Se o ambiente não estiver preparado para essa especificidade, a criança pode perder dados essenciais, o que prejudica a aprendizagem e a aquisição de marcos fundamentais, para o seu desenvolvimento como um todo. “Por isso que as terapias são desenvolvidas de forma conjunta, visando tanto o desenvolvimento motor , quanto os aspectos cognitivo, linguístico e emocional ; ou seja, o desenvolvimento global”, explicou.
Um dos pilares desse avanço foi o trabalho de psicomotricidade conduzido pelo profissional Marcelo Vergílio, também do Instituto Equilibre. Eliane recordou que o fortalecimento da musculatura do pescoço foi marco para a família. Antes das intervenções, Liz apresentava dificuldades para sustentar a cabeça e manter o equilíbrio ao sentar. O trabalho psicomotor estruturado permitiu ganhos necessários para não perder os marcos do desenvolvimento motor. A segurança que a menina demonstra hoje ao caminhar e interagir no ambiente escolar, experiência mais importante nesta fase de sua vida, consiste no reflexo direto dessas intervenções , em que, o brincar era utilizado como ferramenta técnica de reabilitação.
“As famílias não devem terceirizar o tratamento”
Contudo, a eficácia do tratamento clínico reside na continuidade das práticas no ambiente doméstico. Priscila Reis enfatiza que a família não pode ‘terceirizar’ o cuidado apenas, pois as terapias ocupam apenas algumas horas da semana, enquanto as demais, a criança estará em casa. “O sucesso da intervenção não reside apenas no consultório; mas sim no trabalho conjunto entre família e profissionais.
O compromisso de Eliane e do pai, Arthur Doerig, foi fundamental nesse processo. A rotina envolvia – e envolve até hoje – desde estímulos auditivos até o uso de encartes visuais para organizar o cotidiano da criança. Essa dedicação transformou o conhecimento técnico em ferramenta de autonomia, permitindo que a angústia do diagnóstico desse lugar à segurança de uma construção gradual.
Liz, cujo nome foi escolhido pela mãe por lhe trazer um significado de promessa, nasceu como uma filha ‘temporana”, na segunda união de Maria Eliane, que já possui filhos adultos e até netos. A mãe, que praticava ciclismo diariamente das 5h às 6 horas pedalando da Vila Gammon até o distrito rural de Conceição do Monte Alegre, foi surpreendida com dores nas costas. A surpresa foi maior ainda quando ao fazer um ultrassom surgiu os batimentos cardíacos do minúsculo coração de Liz.
Atualmente, residente em Assis, a mãe mantém uma atenção permanente e busca incessante por informação. “Quando confirmamos o diagnóstico de Liz eu pedi a Deus que colocasse em nosso caminho alguém que pudesse nos ajudar de fato. Comecei a pesquisar no Google e quando achei o nome da fonoaudióloga Priscila Reis, senti que seria ela. Tudo se confirmaria depois e hoje desenvolvemos um afeto enorme com todos da Clínica Equilibre”, relatou. A jornada de Liz na Escola Guiomar começou em fevereiro próximo sem dificuldades aparentes, provando que a preparação iniciada nos primeiros meses de vida é o suporte necessário para que os desafios pedagógicos e sociais sejam enfrentados com a mesma naturalidade do aceno dado na porta da escola.
A ciência por trás do estímulo e o papel da fonoaudiologia
O processo terapêutico de crianças com síndrome de Down exige um olhar técnico sobre características morfológicas específicas que impactam diretamente a comunicação e a alimentação. De acordo com a fonoaudióloga Priscila Reis, a hipotonia global — a redução do tônus muscular — é uma das marcas presentes, afetando não apenas a postura, mas toda a musculatura orofacial. Essa flacidez muscular interfere na articulação da fala, tornando-a, muitas vezes, ininteligível se não houver intervenção. A língua, por ser anatomicamente mais alargada em relação à cavidade bucal, exigindo um treinamento de refinamento motor extremamente preciso para que a criança consiga produzir sons de forma clara e funcional.
Além da questão motora, existe o desafio do processamento auditivo. A especialista destaca que a aprendizagem ocorre por meio da repetição e do uso de estratégias de comunicação orientativa. Durante as sessões no Instituto Equilibre, a orientação familiar era o eixo central: Maria Eliane participava ativamente, aprendendo a realizar estimulações auditivas e a incentivar a imitação de expressões faciais. O uso de rotinas visuais, como encartes espalhados pela casa, auxilia na organização mental da criança, combatendo a lentidão de processamento e garantindo que a informação não seja perdida no cotidiano.
Outro ponto de atenção crucial mencionado pela equipe técnica é a higiene do sono. Distúrbios do sono são comuns e podem gerar irritabilidade e exaustão, tanto na criança quanto nos cuidadores, prejudicando o desempenho nas terapias e na escola. O manejo comportamental, sem invadir áreas médicas, busca ajustar o relógio biológico e garantir que o desenvolvimento neurológico ocorra de forma saudável. Todo esse esforço multidisciplinar visa um objetivo único e de longo prazo: a autonomia. A intervenção busca oferecer condições para que Liz e outras crianças com Síndrome de Down possam exercer sua cidadania com independência, superando as lacunas de desenvolvimento e alcançando cada ciclo de crescimento com novas competências adquiridas.
O futuro da inclusão e a rede de cuidados permanentes
Novos ciclos trazem desafios e a necessidade de suporte contínuo
O ingresso na vida escolar é apenas o primeiro grande passo de uma longa caminhada. À medida que Liz Morgado avança em sua jornada acadêmica, a rede de cuidados multidisciplinares tende a se adaptar às novas demandas que surgem com o crescimento. Especialistas alertam que a transição para a alfabetização e o convívio social mais intenso exigirão um acompanhamento pedagógico próximo, focado em superar possíveis dificuldades de abstração e lógica. O conhecimento acumulado pela família ao longo dos últimos três anos no Instituto Equilibre serve como base, mas a manutenção das terapias de fonoaudiologia e psicomotricidade permanecem essenciais para consolidar a fala e a coordenação motora fina, fundamentais para a escrita.
A troca de experiências entre famílias também funciona como um suporte emocional, dissipando dúvidas e fortalecendo a rede de proteção em torno da criança. Para Maria Eliane, a busca por profissionais que não apenas possuam conhecimento técnico, mas que também busquem atualizações constantes sobre as evoluções da área, é a garantia de que Liz continuará recebendo o melhor estímulo possível para cada fase de sua vida. “Esses profissionais encontrei no Instituto Equilibre”, garantiu.
O foco final de todo esse investimento é a vida adulta. A preparação para o mercado de trabalho e para a vida autônoma começa na infância, através do estímulo à resolução de problemas simples e à independência nas atividades diárias. O exemplo de Liz mostra que, quando há um diagnóstico rápido e uma família comprometida com a ciência e o afeto, a ‘promessa’ contida em seu nome se transforma em realidade palpável. A educação inclusiva, portanto, não é apenas um direito legal, mas uma construção coletiva que envolve terapeutas, escola e, principalmente, o núcleo familiar em uma dedicação que não termina no sinal da escola, mas se estende por toda a vida
“Não dá mais para esperar”. É com esse senso de urgência que o prefeito Vinicius Camarinha esteve em Brasília para audiência com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, na manhã desta quarta-feira, 25/02.
A pauta principal da agenda no Palácio do Planalto foi conquistada pelo prefeito de Marília, Vinicius Camarinha: a duplicação da BR-153 – também conhecida como Rodovia Transbrasiliana, que liga parte do Norte e Nordeste ao Sul e Sudeste, passando por Marília. Atualmente, a rodovia é uma pista simples, com alguns trechos sem acostamento e sinalização deficitária.
Durante o encontro, Vinicius Camarinha relatou ao vice-presidente a situação de perigo que os motoristas enfrentam na BR-153, especialmente na região de Marília. O prefeito detalhou a Geraldo Alckmin o acidente de ônibus com trabalhadores do Maranhão, e todo apoio dado pela Prefeitura.
“Diante de toda a situação apresentada, o vice-presidente Alckmin ligou para o presidente da ANTT, órgão federal responsável pela fiscalização das rodovias federais, e tivemos a garantia de que a duplicação da BR-153 será feita, que um leilão será preparado pelo governo federal.”
A duplicação da BR-153 vai melhorar a segurança para os motoristas e diminuir acidentes e fatalidades. “Eu me lembro da luta que foi para duplicarmos a rodovia Marília-Bauru. Eu participei efetivamente dessa conquista, que exige um representante que cobre o presidente, o governador, com discurso nas assembleias legislativas e no Congresso Nacional”, disse Vinicius Camarinha.
O prefeito lamenta a falta de representantes de Marília em âmbito estadual e nacional. “Infelizmente, não temos um legítimo representante de deputado estadual e muito menos de deputado federal para nos ajudar nas demandas da cidade e da região, principalmente na duplicação de uma rodovia tão importante como a BR-153, que atravessa a cidade de Marília.”
Este foi o segundo encontro do prefeito Vinicius Camarinha com o vice-presidente Geraldo Alckmin desde o início da gestão municipal, em 2025. Segundo o prefeito Vinicius, o governo municipal retomou o diálogo e a credibilidade. “Marília vive um novo momento de relações políticas, que garantem parcerias e projetos. Agradecemos ao vice-presidente Geraldo Alckmin por nos receber mais uma vez. Temos acesso aos governos federal e estadual, e podemos dialogar para construir uma cidade cada vez melhor para nossa população. É preciso união com todas as esferas de governo para cuidarmos das pessoas que moram em nossa cidade. Não à toa, o lema de Marília é ‘Símbolo de Amor e Liberdade’, e cuidar do povo é demonstrar amor pela missão que temos na política”, destacou o prefeito Vinicius Camarinha.
Dando cumprimento à Lei Complementar Federal 226/2026, a Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria da Administração, informa aos servidores públicos municipais que os 583 dias de trabalho bloqueados entre 28 de maio de 2020 a 31 de dezembro de 2021, para fins de benefícios, já estão atualizados no cadastro funcional.
A Lei Complementar nº 226/2026, conhecida como Lei do Descongela, restabelece a contagem de tempo para quinquênios, anuênios, triênios, sextas-partes e licenças-prêmio a servidores dos âmbitos federal, estadual e municipal. Os direitos foram suspensos durante o período mais crítico da pandemia da covid-19.
Não apenas a Saúde, mas todos os demais setores da Prefeitura mantiveram suas atividades durante toda a pandemia, e a Lei Complementar Federal 173/2020 deixou de reconhecer os dias efetivamente trabalhados por servidores no período de 28 de maio de 2020 a 31 de dezembro de 2021.
“Estamos cumprindo a legislação e devolvendo o tempo de serviço para nossos servidores que têm direito ao anuênio, à sexta-parte e à licença-prêmio e que, por força da lei federal, tiveram a contagem dos dias congelada. No próximo pagamento, a ser realizado no começo de março, os servidores verão que seus direitos foram retomados”, explicou o secretário adjunto da Administração, José Carlos da Silva.
Para o prefeito Vinicius Camarinha, valorizar os servidores municipais faz parte do cuidado com a cidade. “São nossos cinco mil servidores que prestam atendimento à população, que estão nos postos de saúde, nas escolas, nos serviços de assistência social, na cultura, no esporte e em todos os setores administrativos gerenciados pela Prefeitura. E vamos respeitar todos os direitos já existentes, pagando salário em dia e ouvindo a categoria. O sucesso do nosso governo se deve também ao atendimento prestado pelos servidores públicos.”