Parceria une a expertise clínica do Instituto Equilibre no atendimento ao transtorno do espectro autista à estrutura pedagógica da Via Certa em capacitação profissional
A Escola Via Certa e o Instituto Equilibre, de Paraguaçu Paulista – a 80 quilômetros de Marília e 35 de Assis – iniciaram as matrículas para um novo curso de capacitação focado em inclusão e cuidados com pessoas com TEA. A formação é direcionada a familiares, educadores, terapeutas e demais interessados em compreender as dinâmicas de apoio ao autismo. O programa busca oferecer fundamentos práticos para promover o desenvolvimento e o respeito nas interações diárias.
O treinamento foi estruturado em seis módulos distintos que abrangem desde conceitos básicos até estratégias avançadas de intervenção. Conforme explicou a fonoaudióloga Dra. Priscila Reis, a divisão modular permite uma absorção progressiva do conteúdo pelos participantes. “A sociedade precisa urgentemente de pessoas com qualificações adequadas para garantir um atendimento digno e eficiente a quem tem TEA”, afirmou.
As aulas terão duração total de seis meses, período em que os estudantes terão acesso a técnicas de mediação e suporte. A iniciativa responde a uma demanda crescente por profissionais e cuidadores preparados para lidar com os desafios específicos da neurodivergência no ambiente escolar e doméstico. A proposta pedagógica foca na aplicação imediata do conhecimento para melhorar a qualidade de vida dos assistidos.
As atividades ocorrerão na unidade da Via Certa em Paraguaçu Paulista, com vagas limitadas para garantir a qualidade do aprendizado. Os interessados podem obter informações detalhadas sobre o cronograma e os requisitos para certificação diretamente na secretaria da instituição. O projeto reforça a atuação regional das entidades no fortalecimento de políticas de inclusão social e qualificação técnica especializada.
Serviço
Capacitação em Inclusão e Cuidados com Pessoas com TEA
O então governador de São Paulo Paulo Egydio Martins, em 30 de janeiro de 1976, ao sancionar a Lei Estadual nº 952, unificou diversas instituições paulistas de Ensino Superior distribuídas por várias cidades do Interior de São Paulo, criando assim a Universidade Estadual Paulista, Unesp. Uma única universidade pública congregava o fazer científico espalhado por dezenas de municípios do Estado. Desde então, a Unesp se consolidou como uma das 10 melhores universidades do país, como um centro de ensino, pesquisa e extensão.
A Unesp é a caçula entre as três universidades estaduais do nosso Estado. A mais antiga é a USP (Universidade de São Paulo), de 1934. A irmã do meio é a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), fundada no ano de 1966.
Assim como as demais, a Unesp é uma instituição pública e 100% gratuita, financiada pelos impostos da sociedade paulista. Ela possui 34 unidades em 24 cidades, sendo 22 no Interior, uma na Capital e uma no Litoral paulista, em São Vicente. São oferecidos 136 cursos de graduação e forma, por ano, mais de 5.000 novos profissionais. Possui cerca de 14 mil mestrandos e doutorandos matriculados em mais de 150 programas de pós-graduação em todas as áreas do conhecimento, desde Medicina até Física Teórica.
Minha história na Unesp teve início em agosto de 2005, quando ingressei no Departamento de Ciências Políticas e Econômicas, no Campus de Marília, e ‘queimei meus navios’ para me mudar para cá. Do jeito que fez o explorador Hernán Cortés quando chegou à costa mexicana, não tendo mais como regressar a se não com a absoluta vitória. Aqui encontrei uma cidade acolhedora, bem como um ambiente acadêmico de alto nível, que me proporcionou oportunidades para aprofundar o conhecimento em Economia Política Internacional, mais especificamente sobre os impactos das transformações econômicas e sociais decorrentes do processo de Reforma e Abertura da China. Nesses vinte anos, já visitei o país em 15 ocasiões e acompanhei ‘in loco’ as profundas transformações que fizeram da China a maior potência industrial do mundo.
Nesse longo período na Unesp eu convivi com intelectuais de altíssimo nível, bem como com centenas de universitários brilhantes, que hoje trabalham em grandes corporações, no setor público, em instituições internacionais e na docência em prestigiadas universidades do Brasil. Ao longo de todos esses anos, pude ver desabrochar o talento latente que estava estampado no rosto de cada aluno. Pude, ainda, acompanhar a democratização do acesso à universidade pública, vendo representada, em cada sala de aula, a grande diversidade que caracteriza o nosso país.
Por fim, é importante destacar que, em Marília, encontrei novos amigos e ainda estou conhecendo cada aspecto da riqueza de nossa cidade, seja uma nova cervejaria artesanal, um novo restaurante ou um cantinho que só os antigos marilienses conhecem. Nesse aspecto, vale a pena citar o saudoso deputado constituinte de 1988 e ex-deputado estadual Dr. Oswaldo Doreto Campanari, com quem conversei sobre a criação da Unesp. Em certa oportunidade, ele me relatou os bastidores da elaboração da Lei que a instituiu, em 1976.
Naquele momento, havia resistências de alguns setores da sociedade à criação de mais uma universidade pública estadual. Quem mais expressava a contrariedade era o jornal ‘O Estado de S.Paulo’, o Estadão. Diante disso, como forma de lustrar o ego da família Mesquita de modo a superar a resistência, os deputados estaduais incluíram o nome de Júlio Mesquita Filho. O Dr. Doreto me contou esta história com um sorriso maroto e muito orgulho de sua atuação na criação da nossa Universidade Estadual Paulista ‘Júlio de Mesquita Filho’, um patrimônio do povo paulista e de todos nós brasileiros.
Marcos Cordeiro Pires é professor doutor do campus da Unesp (Universidade Estadual Paulista) ‘Júlio de Mesquita Filho’, campus de Marília, e diretor do instituto Unity Global (@unityglobalinstitute)
Espaço construído na sede da associação servirá de base para o programa ‘Rota da Inovação’, focado na capacitação estratégica de microempreendedores locais
Com a inauguração do novo espaço coworking, prevista para acontecer nesta quarta-feira, dia 25 de março de 2026, às 18h30, a AEA (Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília) com o apoio fundamental do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo), entrega para a cidade moderno projeto de inovação voltado ao fortalecimento do ecossistema empresarial. A iniciativa ‘Empreendedorismo e a Rota da Inovação’, oferecerá capacitação e mentoria gratuita para 20 Microempreendedores Individuais (MEIs) formalizados nos últimos dois anos. O objetivo central é transformar pequenas ideias em negócios sustentáveis e competitivos no mercado regional.
O programa surge como uma resposta estratégica aos dados do Sebrae SP, que apontam alta taxa de encerramento de empresas em seus primeiros anos de funcionamento por falhas de gestão. Durante as atividades, os participantes terão acesso a mentorias especializadas e ferramentas modernas de planejamento, como o Business Model Canvas e a Análise SWOT. O diferencial do projeto é a aplicação prática, permitindo que cada empreendedor utilize o próprio negócio como estudo de caso durante o aprendizado.
O presidente da AEA Marília, engenheiro civil Vitor Manuel Carvalho Sousa Violante, destacou que a chegada do novo coworking representa um divisor de águas para os profissionais da região e enalteceu a continuidade da gestão no sistema. “A entrega deste espaço é fruto de uma visão estratégica que começou com o atual presidente do Confea, Vinicius Marchese, a quem devemos o mérito pela idealização desta rede de coworkings distribuída em cidades polos de São Paulo”, pontuou.
Vitor Violante salientou que, “sob a liderança da presidente do Crea-SP, Lígia Mackey, o projeto ganhou o impulso necessário para se tornar realidade em nossa sede”, contextualizou. “Todos nós, diretoria e associados da AEA Marília, somos gratos pelo empenho de ambos, que sempre demonstraram um olhar atento às demandas da classe tecnológica e à modernização das nossas associações”, finalizou Violante.
A coordenação técnica das capacitações ficará a cargo do especialista Leandro Tenório, atual coordenador do curso de Administração do Univem e consultor de negócios com ampla experiência em inovação, empreendedorismo e finanças corporativas. As atividades serão desenvolvidas na sede da AEA Marília, que disponibilizará sua nova infraestrutura de coworking como contrapartida institucional. O ambiente servirá como laboratório para o desenvolvimento de competências em liderança, viabilidade financeira e estratégias de mercado para os empreendedores selecionados.
A formalização da parceria ocorrerá durante a cerimônia de abertura do novo ambiente de inovação, marcando um avanço nas políticas públicas de geração de renda e fortalecimento do ecossistema econômico de Marília. Espera-se que, ao final do ciclo, 20 projetos empresariais estejam plenamente estruturados, contribuindo para a robustez da economia local. Os detalhes executivos do cronograma serão entregues à Secretaria de Desenvolvimento Econômico para integrar o plano de ação municipal de 2026.
O diagnóstico imediato e a rede de apoio especializada garantem o desenvolvimento pleno e a inclusão de crianças com Síndrome de Down
A pontualidade e a segurança marcaram a manhã do dia 7 de fevereiro de 2026, quando, às 7h30, a pequena Liz Morgado, de quatro anos, cruzou os portões da Escola Guiomar, em Assis. O gesto de despedida, um ‘tchau’ firme direcionado à mãe, Maria Eliane Cordeiro Doerig, não foi fruto do acaso, mas o coroamento de uma jornada iniciada apenas 90 dias após o seu nascimento, em novembro de 2021.
Para famílias que convivem com a Síndrome de Down ( T21) , o ingresso no universo pedagógico representa um marco de independência que só é possível graças ao diagnóstico precoce e ao suporte de equipes multidisciplinares, como as que acompanharam a pequena Liz, no Instituto Equilibre, em Paraguaçu Paulista. O dia 21 de março é celebrado como Dia Internacional da Síndrome de Down, já que a data 21 do 3, faz referência à trissomia do cromossomo 21 – que é a alteração genética causadora da condição. Embora tenha realizado todos os exames do pré-natal, não foi possível identificar alterações, havendo a suspeita imediatamente ao nascer . Olhos amendoados e outras características físicas típicas foram observadas pela médica obstetra. Entre o nascimento e o diagnóstico se passaram 50 dias, e, antes de 90 dias de vida, Liz já iniciava seu tratamento multidisciplinar no Instituto Equilibre.
A trajetória de Liz evidencia que o desenvolvimento motor, cognitivo e linguístico em casos de trissomia do cromossomo 21 não segue um fluxo automático, exigindo estímulos planejados para superar barreiras biológicas. A fonoaudióloga Priscila Reis, que integrou a equipe de cuidados, explicou que a lentidão no processamento de informações/ aprendizagem é uma variável constante. Conforme a especialista, a informação chega, mas a criança demanda um tempo maior para processar e executar o que lhe foi solicitado . Se o ambiente não estiver preparado para essa especificidade, a criança pode perder dados essenciais, o que prejudica a aprendizagem e a aquisição de marcos fundamentais, para o seu desenvolvimento como um todo. “Por isso que as terapias são desenvolvidas de forma conjunta, visando tanto o desenvolvimento motor , quanto os aspectos cognitivo, linguístico e emocional ; ou seja, o desenvolvimento global”, explicou.
Um dos pilares desse avanço foi o trabalho de psicomotricidade conduzido pelo profissional Marcelo Vergílio, também do Instituto Equilibre. Eliane recordou que o fortalecimento da musculatura do pescoço foi marco para a família. Antes das intervenções, Liz apresentava dificuldades para sustentar a cabeça e manter o equilíbrio ao sentar. O trabalho psicomotor estruturado permitiu ganhos necessários para não perder os marcos do desenvolvimento motor. A segurança que a menina demonstra hoje ao caminhar e interagir no ambiente escolar, experiência mais importante nesta fase de sua vida, consiste no reflexo direto dessas intervenções , em que, o brincar era utilizado como ferramenta técnica de reabilitação.
“As famílias não devem terceirizar o tratamento”
Contudo, a eficácia do tratamento clínico reside na continuidade das práticas no ambiente doméstico. Priscila Reis enfatiza que a família não pode ‘terceirizar’ o cuidado apenas, pois as terapias ocupam apenas algumas horas da semana, enquanto as demais, a criança estará em casa. “O sucesso da intervenção não reside apenas no consultório; mas sim no trabalho conjunto entre família e profissionais.
O compromisso de Eliane e do pai, Arthur Doerig, foi fundamental nesse processo. A rotina envolvia – e envolve até hoje – desde estímulos auditivos até o uso de encartes visuais para organizar o cotidiano da criança. Essa dedicação transformou o conhecimento técnico em ferramenta de autonomia, permitindo que a angústia do diagnóstico desse lugar à segurança de uma construção gradual.
Liz, cujo nome foi escolhido pela mãe por lhe trazer um significado de promessa, nasceu como uma filha ‘temporana”, na segunda união de Maria Eliane, que já possui filhos adultos e até netos. A mãe, que praticava ciclismo diariamente das 5h às 6 horas pedalando da Vila Gammon até o distrito rural de Conceição do Monte Alegre, foi surpreendida com dores nas costas. A surpresa foi maior ainda quando ao fazer um ultrassom surgiu os batimentos cardíacos do minúsculo coração de Liz.
Atualmente, residente em Assis, a mãe mantém uma atenção permanente e busca incessante por informação. “Quando confirmamos o diagnóstico de Liz eu pedi a Deus que colocasse em nosso caminho alguém que pudesse nos ajudar de fato. Comecei a pesquisar no Google e quando achei o nome da fonoaudióloga Priscila Reis, senti que seria ela. Tudo se confirmaria depois e hoje desenvolvemos um afeto enorme com todos da Clínica Equilibre”, relatou. A jornada de Liz na Escola Guiomar começou em fevereiro próximo sem dificuldades aparentes, provando que a preparação iniciada nos primeiros meses de vida é o suporte necessário para que os desafios pedagógicos e sociais sejam enfrentados com a mesma naturalidade do aceno dado na porta da escola.
A ciência por trás do estímulo e o papel da fonoaudiologia
O processo terapêutico de crianças com síndrome de Down exige um olhar técnico sobre características morfológicas específicas que impactam diretamente a comunicação e a alimentação. De acordo com a fonoaudióloga Priscila Reis, a hipotonia global — a redução do tônus muscular — é uma das marcas presentes, afetando não apenas a postura, mas toda a musculatura orofacial. Essa flacidez muscular interfere na articulação da fala, tornando-a, muitas vezes, ininteligível se não houver intervenção. A língua, por ser anatomicamente mais alargada em relação à cavidade bucal, exigindo um treinamento de refinamento motor extremamente preciso para que a criança consiga produzir sons de forma clara e funcional.
Além da questão motora, existe o desafio do processamento auditivo. A especialista destaca que a aprendizagem ocorre por meio da repetição e do uso de estratégias de comunicação orientativa. Durante as sessões no Instituto Equilibre, a orientação familiar era o eixo central: Maria Eliane participava ativamente, aprendendo a realizar estimulações auditivas e a incentivar a imitação de expressões faciais. O uso de rotinas visuais, como encartes espalhados pela casa, auxilia na organização mental da criança, combatendo a lentidão de processamento e garantindo que a informação não seja perdida no cotidiano.
Outro ponto de atenção crucial mencionado pela equipe técnica é a higiene do sono. Distúrbios do sono são comuns e podem gerar irritabilidade e exaustão, tanto na criança quanto nos cuidadores, prejudicando o desempenho nas terapias e na escola. O manejo comportamental, sem invadir áreas médicas, busca ajustar o relógio biológico e garantir que o desenvolvimento neurológico ocorra de forma saudável. Todo esse esforço multidisciplinar visa um objetivo único e de longo prazo: a autonomia. A intervenção busca oferecer condições para que Liz e outras crianças com Síndrome de Down possam exercer sua cidadania com independência, superando as lacunas de desenvolvimento e alcançando cada ciclo de crescimento com novas competências adquiridas.
O futuro da inclusão e a rede de cuidados permanentes
Novos ciclos trazem desafios e a necessidade de suporte contínuo
O ingresso na vida escolar é apenas o primeiro grande passo de uma longa caminhada. À medida que Liz Morgado avança em sua jornada acadêmica, a rede de cuidados multidisciplinares tende a se adaptar às novas demandas que surgem com o crescimento. Especialistas alertam que a transição para a alfabetização e o convívio social mais intenso exigirão um acompanhamento pedagógico próximo, focado em superar possíveis dificuldades de abstração e lógica. O conhecimento acumulado pela família ao longo dos últimos três anos no Instituto Equilibre serve como base, mas a manutenção das terapias de fonoaudiologia e psicomotricidade permanecem essenciais para consolidar a fala e a coordenação motora fina, fundamentais para a escrita.
A troca de experiências entre famílias também funciona como um suporte emocional, dissipando dúvidas e fortalecendo a rede de proteção em torno da criança. Para Maria Eliane, a busca por profissionais que não apenas possuam conhecimento técnico, mas que também busquem atualizações constantes sobre as evoluções da área, é a garantia de que Liz continuará recebendo o melhor estímulo possível para cada fase de sua vida. “Esses profissionais encontrei no Instituto Equilibre”, garantiu.
O foco final de todo esse investimento é a vida adulta. A preparação para o mercado de trabalho e para a vida autônoma começa na infância, através do estímulo à resolução de problemas simples e à independência nas atividades diárias. O exemplo de Liz mostra que, quando há um diagnóstico rápido e uma família comprometida com a ciência e o afeto, a ‘promessa’ contida em seu nome se transforma em realidade palpável. A educação inclusiva, portanto, não é apenas um direito legal, mas uma construção coletiva que envolve terapeutas, escola e, principalmente, o núcleo familiar em uma dedicação que não termina no sinal da escola, mas se estende por toda a vida
Uma pesquisa realizada pela Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com o Equidade.info, iniciativa do Lemann Center da Stanford Graduate School of Education, revelou que 83% dos estudantes brasileiros têm prestado mais atenção nas aulas depois da restrição ao uso de celulares em salas de aula.
A percepção de impacto positivo é maior nos anos iniciais do Ensino Fundamental I, com 88% afirmando prestar mais atenção nas aulas. No Ensino Médio, 70% disseram perceber mudanças para melhor sem os celulares.
O estudo mostra, também, que 77% dos gestores e 65% dos professores relataram diminuição do bullying virtual dentro das escolas. Entre os alunos, entretanto, apenas 41% afirmaram sentir essa mudança, o que sugere que parte dos conflitos pode não estar sendo reportado pelos estudantes ou percebido por professores e gestores escolares.
Tédio cresce
Segundo os dados do levantamento, 44% dos alunos disseram sentir mais tédio durante os intervalos e os recreios. Esses números são mais elevados entre estudantes do Ensino Fundamental I (47%) e do período matutino (46%). Além disso, 49% dos professores relataram aumento de ansiedade entre os alunos com a ausência do uso do celular.
Em relação ao comportamento dos estudantes, o Nordeste aparece como destaque positivo, representando 87% dos avanços. O Centro-Oeste e o Sudeste são as regiões com o menor índice de melhora no ambiente escolar, com 82% indicando que a eficácia das medidas tende a variar segundo fatores regionais.
“Proteger nossos estudantes do uso do celular em sala de aula é garantir um ambiente mais saudável e focado no aprendizado. O resultado que vemos hoje é a confirmação de que a educação precisa ser prioridade, com políticas que cuidem do presente e preparem o futuro dos nossos jovens”, disse o presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, deputado Rafael Brito.
A presidente do Equidade.info, Claudia Costin, ressaltou que a pesquisa mostra avanços positivos no foco e na atenção dos alunos, mas as questões como tédio, ansiedade e bullying, ainda muito presentes entre os estudantes, indicam que ainda há desafios a serem enfrentados.
“Houve uma queda significativa no bullying virtual na visão dos gestores, mas é crucial ouvirmos os estudantes que ainda sentem o problema. Ou seja, a conclusão é que a restrição foi positiva, mas sozinha não basta: as escolas precisam criar alternativas de interação e estratégias específicas para cada idade”, avalia.
Estratégias
Segundo o coordenador do Equidade.info e docente da Stanford Graduate School of Education, responsável pela pesquisa, Guilherme Lichand, os dados reforçam a necessidade de estratégias diferenciadas por faixa etária e rede de ensino, além do desenvolvimento de práticas pedagógicas que mantenham os estudantes engajados e promovam seu bem-estar mesmo sem o celular em sala de aula.
“Os resultados confirmam que a regulação do uso de celulares trouxe ganhos importantes para o aprendizado. Mais do que limitar o uso do telefone celular, a lei abre espaço para repensarmos como a escola se conecta com os alunos. O próximo passo é garantir que a aplicação da lei seja efetiva em todas as etapas, respeitando as particularidades de cada contexto escolar. Assim, conseguiremos transformar a medida em uma política duradoura, que una foco acadêmico e bem-estar dos estudantes”, enfatiza.
A lei que proíbe o uso de celular dentro das escolas pelos alunos foi sancionada em janeiro de 2025 após aprovação no Congresso Nacional.
O estudo ouviu 2.840 alunos, 348 professores e 201 gestores em escolas públicas municipais, estaduais e privadas de todas as regiões do país, entre maio e julho de 2025.
A Prefeitura de Marília anunciou nesta quarta-feira, dia 24 de setembro, a invalidação do contrato de concessão com a Ric Ambiental, empresa responsável pela gestão dos serviços de água e esgoto na cidade. A decisão, oficializada por decreto assinado pelo prefeito Vinícius Almeida Camarinha, é resultado de um processo administrativo que identificou “ilegalidades graves” e um modelo considerado “antieconômico e lesivo ao patrimônio público”, que teria imposto perdas bilionárias ao município.
O relatório final da comissão processante, com o apoio de um estudo da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP), foi a base para a anulação. O documento revelou que o valor global do contrato era 80% inferior à estimativa inicial, o que teria prejudicado a competitividade da licitação e gerado indícios de direcionamento do processo. Além disso, a outorga foi de apenas R$ 2 milhões, um valor considerado desproporcional diante de uma arrecadação estimada em mais de R$ 3,8 bilhões ao longo de 35 anos de contrato.
A análise técnica também apontou que a Prefeitura assumiria passivos financeiros, como a dívida histórica de R$ 50 milhões com a CPFL e a folha de pagamento do extinto DAEM, que chega a R$ 1,9 milhão mensais. A perda patrimonial calculada pelo estudo da FIA/USP é estimada em R$ 55,7 milhões. O valor de outorga por habitante em Marília, de R$ 670, foi comparado desfavoravelmente a outras cidades de porte similar, como Olímpia e Ourinhos, que registraram valores de outorga por habitante de R$ 2.643 e R$ 2.434, respectivamente.
Apesar da anulação, o decreto estabelece que a Ric Ambiental continuará prestando os serviços à população de forma temporária. A medida visa garantir a continuidade do abastecimento de água e do tratamento de esgoto até que um novo processo licitatório seja concluído. Durante este período de transição, a empresa fica proibida de realizar novos investimentos ou distribuir lucros, mantendo a responsabilidade exclusiva pela operação.
Em entrevista coletiva, o prefeito Vinícius Camarinha reforçou que a ação tem como principal objetivo resguardar os interesses da população e o patrimônio público. Ele enfatizou que “o interesse público e a transparência são inegociáveis” e que os recursos que deveriam ter sido obtidos com a concessão não foram revertidos em benefícios para os cidadãos. O processo administrativo completo foi encaminhado ao Ministério Público do Estado de São Paulo e ao Tribunal de Contas do Estado para análise e providências.
Em resumo, a Prefeitura de Marília anulou o contrato de concessão de água e esgoto com a Ric Ambiental, após um relatório apontar ilegalidades e um modelo que causaria perdas financeiras ao município. A empresa continuará operando provisoriamente enquanto a prefeitura prepara uma nova licitação, que será realizada com regras rígidas para garantir a transparência do processo e a proteção dos interesses públicos.
A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, em parceria com o governo de São Paulo, disponibiliza o programa “Exporta SP”.
O objetivo é incentivar que as empresas locais possam exportar seus produtos. O programa busca preparar micro, pequenas e médias empresas, além de produtores rurais, para o acesso ao mercado internacional. As empresas podem ser da indústria, do agronegócio ou do setor de serviços, além de startups.
Ao longo de quatro meses, os empreendedores participam de 20 encontros coletivos com especialistas, nos quais são abordados os temas que mais desafiam os empresários no processo de internacionalização de seus produtos e serviços. Por exemplo: inteligência comercial, formação de preços, adequação de produtos e serviços, plano de negócios, marketing e vendas. Além disso, serão realizadas quatro mentorias, encontros individuais nos quais o empreendedor pode discutir as necessidades específicas de sua empresa com um especialista.
Durante o Exporta SP, além das aulas, o empreendedor tem acesso a uma plataforma on-line de conteúdo. Também são realizados workshops que auxiliam os participantes a construírem uma rede de contatos com empresários que buscam inserção no mercado internacional.
Para o prefeito Vinicius Camarinha, o programa é uma ótima oportunidade para o empreendedor mariliense colocar o seu produto no mercado internacional, com uma orientação adequada e eficaz. “Marília é um polo de empreendedorismo, com indústrias, serviços e comércio. A profissionalização dos empresários é essencial para alavancar negócios”, disse o prefeito.
Na visão do secretário do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Vitor Gazola, os benefícios para a empresa são vastos ao participar da formação. “Com as ferramentas e conhecimentos adequados, é possível aumentar a competitividade, acessar novos recursos e expandir o mercado, modernizando a empresa com atualizações tecnológicas”, afirmou o secretário.
Para mais informações, é possível entrar em contato com a equipe de Promoção de Exportações da InvestSP: E-mail: spexport@investsp.org.br Telefones (11) 3100-0349 ou (11) 3100-0395
A Prefeitura de Assis, em parceria com o governo do Estado de São Paulo, receberá até o dia 17 de junho as inscrições para 200 vagas do Programa Bolsa do Povo – Bolsa Trabalho.
O programa, que oferece bolsa-auxílio de R$ 540, consiste em fornecer qualificação profissional por meio de aulas teóricas e práticas, que serão realizadas com atividades de trabalho em órgãos públicos por quatro horas diárias. Para participar é necessário ter 18 anos ou mais, estar desempregado, ser morador do estado de São Paulo há mais de dois anos e ter renda per capita menor do que meio salário mínimo. As inscrições estão sendo realizadas exclusivamente pelo portal Bolsa do Povo (www.bolsadopovo.sp.gov.br), até o dia 17 de junho.
Passo a passo para a inscrição:
Os interessados terão que acessar o sistema do BOLSA DO POVO no site bolsadopovo.sp.gov.br através do LoginSP, efetuar o Login com o CPF e senha. Caso não tenha cadastro, efetue seu cadastro.
Caso o cadastro apresente divergências, o interessado poderá ir ao POUPATEMPO para efetuar o cadastro no LOGINSP.
Lembrando que o POUPATEMPO não faz o cadastro no sistema do BOLSA do POVO, somente atualizam as informações do LOGINSP, para que o cidadão possa efetuar seu cadastro no programa.
As condições para o cadastro no Programa são: – Situação de Desemprego, desde que não seja beneficiário de seguro-desemprego ou qualquer outro programa assistencial equivalente; – Residência no Estado de São Paulo, pelo período de 2 (dois) anos; – Renda per capita familiar de até meio salário; – Alistamento de apenas 1 (um) beneficiário, por núcleo familiar; – Ser maior que 18 anos.
Critério de Priorização: – Mulheres arrimo de família; – Maiores encargos familiares; – Maior tempo de desemprego; – Maior idade.
Dúvidas entrar em contato com a Central de Atendimento 0800 7979 800
Atendimento: Segunda a Sexta feira, das 8h às 18h.
A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal de Obras Públicas e da Codemar (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Marília), começou nesta sexta-feira, dia 21, a pavimentação asfáltica da rua Brígido Hilário Rafael Lopes Saes, no bairro Fernando Mauro, zona norte da cidade, interligando com a rua Mariápolis, importante via de acesso naquela região. A obra, que quebra mais um longo tabu pela gestão do prefeito Daniel Alonso, teve início no mês passado, mas sofreu um atraso em virtude das chuvas. A via recebeu todo o serviço de limpeza e depois foram feitos os trabalhos da base e a construção de guias e sarjetas, sendo que agora entra a colocação do asfalto, sendo aproximadamente 3.000 m² de pavimentação e interligando com a rua Mariápólis. A previsão é que o trabalho seja concluído até a próxima sexta-feira, dia 28 de janeiro, segundo o presidente da Codemar, Claudirlei Santiago Domingues, o Tatá. “Realmente houve um atraso por causa das chuvas, mas agora já iniciamos a colocação do asfalto e, se o tempo ajudar, até o final da próxima semana estaremos com a obra finalizada, atendendo assim determinação do prefeito Daniel Alonso”, disse Tatá. O chefe do Executivo destacou a importância da obra. “É mais um tabu que a nossa gestão está quebrando e, melhor ainda, vamos ampliar essa obra, já aproveitando para fazer a interligação com a rua Mariápolis, que é uma via que leva a vários bairros da zona norte. Com isso, estamos atendendo mais essa reivindicação dos moradores daquela região, trazendo mais segurança e qualidade de vida a nossa população”, afirmou Daniel Alonso. O secretário municipal de Obras Públicas, Fábio Alves de Oliveira, lembrou que as equipes da secretaria e da Codemar estão trabalhando unidas, sempre visando o melhor para a população. “Essa integração que o prefeito Daniel pede a todas as secretarias é fundamental para que possamos atender cada vez melhor a nossa população. Temos feito isso com a Codemar e com as demais secretarias, com objetivo de atender às demandas dos marilienses.”
Comerciantes localizados na região central da cidade de Marília e que fazem parte do Conselho dos Empreendedores da área central, estarão reunidos nesta sexta-feira, dia 05, as 16 horas, na sede da Associação Comercial e Industrial de Marília para a discussão de temas oportunos e polêmicos que envolvem atividades a serem realizadas neste final do ano, principalmente envolvendo as questões sobre o Natal. “Uma reunião importante e que o debate será fundamental para definirmos uma estratégia a ser realizada para o bem do varejo nesta época importante envolvendo a “Black Friday”, agora em Novembro e o Natal, em dezembro”, disse o presidente da associação comercial mariliense, Adriano Luiz Martins, que tem conversado com vários comerciantes da cidade e quer apresentar uma série de propostas a serem definidas pelo grupo. “Inclusive o presidente do Sindicato Varejista, Pedro Pavão, participará do nosso encontro”, anunciou o dirigente mariliense.
A reunião pretende discutir detalhes sobre: atividades natalinas, enfeites e ornamentações públicas, horário de atendimento, promoções e campanha, convenção coletiva de trabalho, e demais detalhes sobre a performance do varejo em geral. “Temos algumas sugestões, porém, precisamos saber o pensamento da maioria e o interesse em desenvolver algumas atividades”, comentou o superintendente da associação comercial, José Augusto Gomes, que também considera importante a presença de um bom número de comerciantes da região central, por se tratar de uma questão levantada por eles, dentro do novo conselho recém criado, envolvendo os comerciantes localizados na região central. “Não se trata de uma assembleia e sim de uma atividade do conselho em que esses assuntos serão discutidos”, explicou José Augusto Gomes.
O funcionamento do comércio é um dos assuntos mais polêmicos, principalmente após a retomada das atividade, na busca da recuperação financeira das atividades do varejo, muito prejudicada com a pandemia nos últimos meses. “Estamos retornando ao normal, porém, numa condição diferente e para isso precisamos nos organizar melhor”, disse Adriano Luiz Martins ao convidar todos os comerciantes da região central para participarem dos debates. “O horário de funcionamento e principalmente o dissídio coletivo de trabalho em negociação, serão temas importantes no encontro deste conselho”, acrescentou ao contar com a presença do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marília, Pedro Pavão, que esclarecerá detalhes e apresentará questões em negociação quanto a assinatura do dissídio coletivo de trabalho. “A pandemia vai exigir uma posição diferente da classe patronal neste momento”, defende Adriano Luiz Martins, na qualidade de empregador e de líder de classe.
Outro aspecto que será conversado neste encontro é a participação do Poder Público Municipal nos enfeites natalinos. Serão apresentadas proposta e sugestões para que a Prefeitura de Marília amplie os corredores comerciais que receberão os enfeites, além do centro comercial, bem como as programações de atividades culturais entre os principais corredores comerciais da cidade. “O centro comercial tem uma característica diferente”, apontou o comerciante Paulo Alves, que está como coordenador do conselho ao lado de Marcelo Marcos Mantelli, que, juntos, estão articulando o grupo no sentido de se organizarem melhor. “Existem muitos assuntos pontuais que precisamos conversar para atrair o consumidor e fazer com que a nossa economia se fortaleça”, defendeu o comerciante represente do grupo recém criado.