Alunos da Fema são aprovados em exame do Conselho de Contabilidade

Dois alunos do curso de Ciências Contábeis da Fundação Educacional do Município de Assis foram aprovados recentemente no Exame de Suficiência do CFC, o Conselho Federal de Contabilidade. Com isso, eles passam a ter direito ao registro para atuar na profissão após o término do curso. A prova foi aplicada no mês de março e teve cerca de 47 mil inscritos em todo o Brasil, 10 mil somente do estado de São Paulo, e que estão no último ano da graduação. Dos 14 estudantes que fizeram o exame pela Fema, dois tiveram resultado favorável.
Um dos aprovados é Elson Miguel da Silva, que considerou positiva a participação da Fema. “O conhecimento que tínhamos para a prova correspondeu ao que aprendemos até o terceiro ano, ou seja, muitos dos temas solicitados no exame ainda vamos aprender”.
Composta por 50 questões de múltipla escolha, a prova testa conhecimentos relacionados à Controladoria, Auditoria, Perícia, Contabilidade Internacional, Contabilidade Pública e demais disciplinas do curso de Ciências Contábeis, além da Língua Portuguesa. A aplicação cabe a FBC, Fundação Brasileira de Contabilidade, e a regulação ao CFC, o conselho federal.
Após a aprovação, os profissionais são registrados junto ao conselho regional do estado onde vão trabalhar. “Cada vez mais as organizações têm buscado profissionais contábeis para exercer funções como controller, auditor, perito. Sem o registro, ainda que se tenha formação superior, não se pode atuar”, explica Silvio Piedade Junior, aluno da Fema que também passou no exame.
O Exame de Suficiência foi instituído em 2010, com a lei federal 12.249, que condiciona a obtenção do registro no conselho de classe à aprovação no teste de suficiência. O próximo teste acontece em 1º de outubro, e as inscrições serão de 20 de junho a 20 de julho no site da FBC, www.fbc.org.br, ou do CFC www.cfc.org.br.

(Colaborou Assessoria de Imprensa)

Unimed Assis lança Programa Cultural com exposição da Comunidade Kolping

A exposição fotográfica das colaboradoras mães intitulada ‘Cuidar de quem você ama’ e realizada de 8 a 19 deste mês, deu início ao Programa Cultural lançado pela Unimed Assis, que pretende proporcionar acesso à cultura aos seus colaboradores e visitantes, por meio de exposições de telas, artesanatos, antiguidades, objetos, entre outros, de artistas locais e regionais.
A segunda exposição é da Comunidade Kolping da Santa Cecília, de Assis, e está acontecendo desde este dia 23 e prossegue até 23 de junho. Segundo os organizadores, todos os meses haverá uma exibição de arte visual na sede da cooperativa, aberta ao público, das 8h às 18h, na avenida Walter Antônio Fontana, 1997.
Quem visitar a Unimed Assis durante esse este mês vai conferir de perto o trabalho realizado pela Comunidade Kolping da Santa Cecília de Assis, que atende crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos de ambos os sexos, sem distinção de raça, cor e credo religioso através de quatro projetos que trabalham estimulando o lazer; a cultura, a profissionalização; a inclusão social e digital, bem como a socialização através de diversas atividades.
As telas expostas no Programa Cultural da Unimed Assis foram produzidas pelo projeto ‘Renovar Teen’, voltado à conscientização da arte e substituição da pichação pelo grafite. A oficina foi ministrada pelo renomado artista plástico Anderson Ferreira Lemes, conhecido mundialmente como ‘Alemão’, em que transmitiu Técnicas de Pintura e Grafite a aproximadamente 10 adolescentes entre a faixa etária de 15 e 17 anos de idade. A oficina de Grafite foi realizada em parceria com a Concessionária Auto Raposo Tavares, a Cart, em 2012, tendo a duração de três meses, período pelo qual foram produzidas diversas telas, pelos adolescentes participantes, expressando a arte do grafite.
Em março de 2013 houve um incêndio acidental na sede da Kolping de Santa Cecília de Assis. Devido ao fato, perdeu-se todo o material pedagógico, mas as telas ficaram intactas. A atual coordenação da instituição faz questão de mantê-las assim: “O incêndio faz parte da história de superação, porque toda a equipe se mobilizou e buscou parceria. Trabalhando intensamente, com a ajuda de parceiros que se sensibilizaram com nossa história, reconstruímos o prédio em sete meses. Hoje nossa estrutura é melhor do que a anterior, mais acessível e mais colorida, cheia de vida. A Comunidade Kolping de Santa Cecília, é a segunda casa de todos que por ela passam, sejam funcionários, usuários atendidos ou voluntários”, relata a presidente Bernadete Aparecida Ambrósio Ribeiro.

(Colaborou Assessoria de Imprensa)

Juiz Luciano Tertuliano lança seu livro na FEMA

Na noite desta quinta-feira, 25, o juiz federal Luciano Tertuliano da Silva fez o lançamento na FEMA de seu livro intitulado “Manipulação Discursiva e Crise de Estado como Obstáculos à Institucionalização dos Direitos Fundamentais no Brasil”, publicado pela editora Lumen Juris.

A obra analisa a origem, as causas, as consequências da degradação moral e política no país, o papel do Poder Judiciário, e sugere medidas de enfrentamento dessa realidade.

“Lamentavelmente, nós, brasileiros, somos vítimas de corrupção, de desmandos políticos, de governantes que transformam a máquina pública em instrumento de ganho e de realização pessoal”, explica Tertuliano. “É um momento propício trazer essa reflexão em meio aos desdobramentos da Operação Lava Jato”.

Na publicação, o juiz destaca também a manipulação discursiva e de que forma combatê-la. “Os governantes usam de um diálogo desprovido da verdade. Para que os cidadãos não sejam massa de manobra dessa retórica, é preciso uma educação substantiva. Uma pessoa educada não é vitima de discursos vazios”.

A ideia do livro surgiu em 2012 durante a Semana Jurídica do curso de Direito da FEMA. À época, em palestra, o juiz federal, que anos depois passou a integrar o corpo docente da graduação, falou sobre a falta de ética na gestão pública.

Para o diretor da FEMA, Eduardo Vella, o lançamento da obra nas dependências da instituição é um momento histórico. “É uma noite muito importante para nós e que nos enche de orgulho. Parabenizo o doutor Tertuliano pelas atividades dele na docência e também na magistratura federal, principalmente na jurisdição de Assis”.

“Tertuliano é sempre um incentivador dos processos acadêmicos na nossa graduação”, diz o coordenador do curso de Direito, o professor Gerson José Beneli. “A obra é muito atual em função desse momento de caos político, administrativo, moral”.

Dezenas de convidados prestigiaram o evento na Biblioteca da FEMA, inclusive o prefeito de Assis José Fernandes. “A todo instante nos deparamos com o assunto corrupção nos noticiários, o que envergonha muito os brasileiros. Refletir esse tema é fundamental para compreendermos esse momento”.

O livro “Manipulação Discursiva e Crise de Estado como Obstáculos à Institucionalização dos Direitos Fundamentais no Brasil”, com prefácio de André Ramos Tavares, está disponível no site da editora Lumen Juris, www.lumenjuris.com.br.

“Agradeço à FEMA pelo espaço cedido para divulgação do livro, ao diretor Eduardo Vella e ao professor Gerson Beneli, que não pouparam esforços para lançar o livro aqui na instituição”, diz o juiz federal Luciano Tertuliano da Silva. (Colaborou Assessoria de Imprensa).

 

Fiação de cobre é furtada na avenida ‘Benedito Pires’

A iluminação noturna na avenida Benedito Pires, na entrada de Assis para quem chega de Cândido Mota, está comprometida devido ao furto de aproximadamente mil metros de cabos de cobre, responsáveis pela iluminação dos postes colocados no final do mês de abril.
O chefe do Departamento de Iluminação Pública de Assis, Cláudio Borgato, informa que chegou uma reclamação de que as luzes dos postes não estavam acendendo e, diante disso, a equipe foi ao local e constatou o furto.
“Levaram a fiação de cobre, que estava enterrada. Abriram a caixa onde ficam os cabos. Como a reclamação chegou para nós anteontem à tarde, não sei precisar quando foi o furto. Estou fazendo as fotos, e depois vou registrar um boletim de ocorrência”, disse. Ele afirma que o serviço deve ser refeito na via e estima um prazo de um mês. “Acredito que em trinta dias tudo volte à normalidade. Não vamos mais colocar fiação subterrânea, pois queremos evitar o furto”, completou.

Inscrições para ‘pós’ em Direito Previdenciário na Fema

A Previdência é um dos temas mais discutidos atualmente. O país está diante de uma reforma que trará impactos para o futuro de todos os brasileiros. Atenta a este novo cenário, a Pós-Graduação da Fema está com as inscrições abertas para a segunda turma da especialização ‘Direito Previdenciário’. “É uma oportunidade única para que profissionais e estudantes possam abranger sua área de atuação e obter condições de começar na seara do Direito Previdenciário”, comenta o juiz federal doutor Luciano Tertuliano da Silva, professor e coordenador da especialização.
O corpo docente do curso traz professores com experiência acadêmica e prática, como juízes federais, procuradores do INSS, procurador da República. “As aulas são bastante dinâmicas. Temos um viés prático, sem esquecer, claro, questões teóricas importantes”.
Dentre os professores, está o juiz federal Bruno Cezar da Cunha Teixeira, que aplica a disciplina ‘A Seguridade Social e seu Financiamento’. O profissional é procurador do INSS e atualmente integra a comissão que trabalha na Reforma da Previdência. “Tão logo o texto final fique pronto, vamos agendar uma aula específica sobre as reformas”, conta o doutor Tertuliano.
Um dos objetivos da especialização, pioneira em Assis e região, é desenvolver no aluno o senso humanitário. “Ao final do curso, os estudantes farão um artigo ou um trabalho de campo com pessoas de baixa renda, em que será estudada a situação previdenciária dela”, explica o juiz federal. “Se necessário, a defenderemos na Justiça. Nossa especialização tem um caráter social”.
As aulas do Direito Previdenciário, nível Lato Sensu com duração de 18 meses, acontecem aos sábados, em média duas a três vezes por mês,e são voltadas para advogados, servidores da Justiça estadual e federal e demais profissionais da área.
Os interessados devem fazer a pré-inscrição em www.fema.edu.br, clicando no ícone da especialização no menu Pós-Graduação. Após confirmação, a faculdade entra em contato para efetivar a matrícula. O valor da taxa é de R$ 200. A previsão de início é no segundo semestre.
Mais detalhes do curso, corpo docente, disciplinas, estão disponíveis no site da Fema. Dúvidas podem ser esclarecidas no e-mail posgraduacao@femanet.com.br ou no telefone (18) 3302-1055, ramais 1083, 1051 ou 1089.

(Colaborou Assessoria de Imprensa)

Acia e Secretaria de Meio Ambiente reúnem comerciantes para tratar sobre descarte de lâmpadas

Preocupada em buscar uma solução junto aos comerciantes e órgãos competentes, a Acia – Associação Comercial e Industrial de Assis realizou no dia 16 de maio uma reunião com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e alguns comerciantes do setor para tratar a respeito da logística reversa de lâmpadas fluorescentes.

Atualmente, as empresas recebem o descarte das lâmpadas, mas têm custo alto para encaminhá-las a destinação correta. Pensando nisso, tanto Acia quanto Prefeitura estão empenhadas em buscar uma saída para que os comerciantes não sejam onerados e que atenda o município. A intenção é analisar junto ao Civap – Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema uma resolução para o problema.

“A Secretaria Municipal de Meio Ambiente está analisando as viabilidades técnicas e jurídicas para se fazer cumprir a legislação vigente, de maneira a minimizar os impactos financeiros em toda a cadeia da logística reversa de lâmpadas fluorescentes”, esclarece Cledir Soares, encarregado da Secretaria.

Circuito cultural paulista traz para assis espetáculo ‘Kiwi’

Como parte das programações do Circuito Cultural Paulista em Assis, a Fundação Assisense de Cultura (FAC) exibe na próxima sexta-feira, dia 26, às 20h30, o espetáculo Kiwi, no Teatro Municipal “Pe. Enzo Ticinelli”. Os ingressos serão distribuídos a partir do dia 23 de maio, no horário das 8h às 17h, nas dependências do Teatro Municipal. Serão disponibilizados dois ingressos por CPFe o espetáculo Kiwi aborda a realidade de jovens e crianças que vivem nas ruas e busca retratar problemas sociais em todo o mundo.

Centrais preparam ‘Ocupa Brasília’ para dia 24

Com a proximidade das votações das reformas trabalhista e previdenciária, as centrais sindicais e movimentos sociais iniciam uma série de ações, tendo Brasília como alvo principal. Uma mobilização foi realizada na última quarta-feira, com visitas a gabinetes no Congresso, e no próximo dia 24, as entidades farão marcha e ocupação na capital federal.
Segundo as centrais, haverá atividades nas bases sindicais e nas ruas para continuar e aprofundar o debate com os trabalhadores e a população sobre os efeitos negativos das reformas para toda a sociedade e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro. Uma nova greve geral é uma possibilidade. “Todas as categorias vão ocupar Brasília. Teremos uma jornada de luta em Brasília em defesa não só dos bancos públicos, mas também contra a retirada de direitos dos trabalhadores, principalmente com a reforma da Previdência, que é um desmonte total”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Assis e Região, Hélio Paiva Matos.
“É necessário abrir concurso, tanto para a CEF quanto para o Banco do Brasil. Está havendo reclamação nas agências por falta de mão de obra. Isso acaba afetando também a imagem do próprio banco”, destaca, ao denunciar que essa falta de funcionários pode se tratar de uma estratégia do banco de justificar a necessidade de venda da instituição, em caso de privatização. “Então esses movimentos acabam realmente prejudicando a instituição. E os trabalhadores estão no dia a dia tentando reconstruir o banco. Mas o que está acontecendo na alta direção é o contrário”, completa.
Ele comentou também sobre a importância dos recursos do FGTS para a Caixa Econômica Federal e para os brasileiros. “Foram 7,6 milhões de pessoas aptas a sacar quase R$ 11 bilhões. Isso tem um impacto. Além disso, todos nós sabemos que os bancos privados estão de olho nos depósitos de Fundo de Garantia para que isso vá para outros bancos. Fundo de Garantia financia o ‘Minha Casa Minha Vida’, os financiamentos imobiliários e também de saneamento”, destaca ao ressaltar que esses recursos estão sob ameaça.
“É muito importante a manutenção do FGTS na CEF e preservar esse fundo como uma poupança brasileira, muito importante para a infraestrutura. A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos vem se somar com outras frentes. E tem uma grande frente em defesa das empresas públicas. Isso é defesa contra o desmonte do Estado. E é uma defesa que o Estado tem, ainda estrategicamente, de se financiar, sem depender do capital externo e do capital privado”.
A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos está em discussão entre o movimento sindical e social com os deputados e senadores e deve ser lançada oficialmente no Congresso Nacional ainda no primeiro semestre do ano. Já o ‘Ocupa Brasília’, continua na próxima semana com a marcha das centrais sindicais, marcada para o dia 24.

(Colaborou Assessoria de Imprensa)

Crise econômica e processos judiciais alongados liquidam indústria sucroalcooleira da região

A crise econômica que se estabeleceu no país e atingiu diretamente o setor sucroalcooleiro, principalmente as usinas produtoras de açúcar e etanol, levou grande parte das empresas à insolvência e obrigou a Justiça a intervir com medidas de recuperação judicial e decretação de falências. Entretanto, o longo tempo para as decisões causam o sucateamento das instalações e inviabilizam a retomada das atividades, o que faz aumentar a desesperança dos trabalhadores que enfrentam a crise social causada pelo desemprego e o não recebimento de direitos trabalhistas.
Estudos de entidades do setor mostram que, até o ano passado, mais de 50 usinas estavam fechadas no Brasil, 30 delas apenas no Estado de São Paulo. As que ainda operam, enfrentam dívidas e a instabilidade do mercado, o que impede o fortalecimento do setor, que é considerado estratégico. Grande parte das usinas de açúcar e etanol está quebrada, a maioria em recuperação judicial e muitas já falidas.
Os processos judiciais lentos e as administrações das massas falidas a cargo de advogados e contadores nomeados pelo Judiciário, transformam o patrimônio, que poderia ser reutilizado para atividade produtiva, em moeda de troca para custeio da manutenção e pagamento de dívidas, incluindo a remuneração dos próprios administradores. Sem possibilidade de recuperação, os parques das indústrias são vendidos a sucateiros para custear a manutenção, a segurança e o próprio processo de falência.
No município de Palmital, já são três empresas nesta situação, também em processo de deterioração, além de outra fechada há mais de uma década. Das cinco usinas do município, apenas uma está em operação. Ibirarema perdeu suas duas usinas: a Pau D’Alho, fechada desde 2012, e agora falida, além da Santa Hermínia, antiga Oncinha, cujas instalações estão simplesmente desaparecendo. A vizinha Cambará, no Paraná, perdeu a usina Casquel, fechada há vários anos e com suas instalações industriais em liquidação.

Perda de patrimônios
Marcos Fava Neves, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP de Ribeirão Preto, analisou a situação para uma reportagem do programa ‘Globo Rural’, no ano passado. Ele lembrou o incentivo ao investimentos, há cerca de oito anos, e a crise que praticamente engoliu o setor. “Esse período de crise representou para os empresários a perda de patrimônio das famílias. Acreditaram muito no que estava sendo falado, correram investir, e isso gerou um problema porque nós colhemos muita ineficiência devido ao excesso de investimentos em curto espaço de tempo”, exemplificou.
E a crise não tem fim. Há quem diga que o ano de 2016 poderia ter sido de retomada, mas o abandono das usinas é o retrato de que o desafio tem proporções gigantescas. “O endividamento do setor supera, no mínimo, 1,2 vezes o seu faturamento. O setor fatura R$ 90 bilhões e deve R$ 130 bilhões. Existe a culpa da falta de política pública, existe a culpa dos empresários que não tiveram uma boa gestão e a crise afetou toda a cadeia: o fornecedor, as usinas, os trabalhadores, a indústria de bens de capital e todos os municípios que são dependentes da cana-de-açúcar”, diz Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), entidade que agrega as usinas do centro-sul do Brasil.
Para cada usina fechada, estima-se que, pelo menos, 500 famílias sejam atingidas diretamente. Essa relação pode ser ainda maior, se considerada a cadeia como um todo. Junto com as usinas, os fornecedores e as empresas prestadoras de serviço também sofrem as consequências, criando o chamado efeito cascata na economia ligada à agroindústria.

Desaparecendo
Uma das usinas mais antigas da região, a Casquel, de Cambará (PR), teve sua falência decretada em fevereiro do ano passado, com passivo estimado em R$ 60 milhões. A indústria, que já chegou a empregar mais de 600 trabalhadores na agricultura e a processar cerca de 21 milhões de litros de álcool e 4,5 toneladas de açúcar, agora está em processo de liquidação.
As áreas agrícolas foram arrendadas para cobrir custos do processo de falência e manutenção do parque industrial, que agora também está sendo vendido, fazendo a usina simplesmente desaparecer. O administrador judicial da massa falida é o contador Sérgio Henrique Miranda de Souza, de Londrina.

Pau D’Alho
Um dos símbolos do desenvolvimento da região do Médio Vale Paranapanema, a Usina Pau D’alho, de Ibirarema, fechou as portas no final de 2012, não chegou a entrar em recuperação judicial e teve sua falência decretada em fevereiro do ano passado, quando a dívida já passava de R$ 600 milhões. Nos últimos cinco anos, as instalações permanecem em processo de sucateamento e muitos equipamentos foram vendidos para quitar dívidas, garantir a segurança, a manutenção do parque industrial e a remuneração do administrador judicial, o mesmo da Casquel, assim como do corpo jurídico nomeado pela Justiça.
Mesmo com o interesse de fornecedores e empresários da região em retomar as atividades, falta celeridade da Justiça em analisar as propostas e, assim, viabilizar o funcionamento da indústria, cuja iniciativa deve minimizar os efeitos da crise, recuperar milhares de empregos para a região e gerar impostos para as cidades.
Enquanto se aguardam os prazos, os equipamentos estão se deteriorando, os custos de manutenção crescem e a possibilidade de retorno da produção fica cada vez mais distante. O parque industrial antes pujante, que chegou a moer 2 milhões de toneladas de cana a cada ano, está se transformando em cemitério de máquinas e equipamentos de difícil recuperação.
Segundo Alexandre Andrade, presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil, com sede em Brasília, é preciso agilidade no processo de recuperação das usinas para que a atividade seja viabilizada.

Presidente da Feplana fala de experiência positiva de Pernambuco
O agricultor e empresário Alexandre Andrade de Lima, presidente da Feplana – Federação dos Plantadores de Cana do Brasil, com sede em Brasília, falou a O Diário do Vale sobre a experiência positiva do acordo para recuperação de usina no Estado de Pernambuco. Segundo Alexandre, um acordo entre Ministério Público, Judiciário, Justiça do Trabalho e Sindicato dos trabalhadores, possibilitou a recuperação e o arrendamento da Usina Cruangi, que estava em recuperação judicial na cidade de Timbaúba.
“Graças à rapidez do processo, houve tempo para recuperar o parque industrial, recontratar cerca de 1,5 mil funcionários e retomar as atividades que garantem o desenvolvimento da região”, salientou. Alexandre considera que o principal objetivo não é receber débitos da massa falida, mas sim viabilizar a retomada do funcionamento das usinas para melhorar a economia das cidades e gerar empregos em tempos de crise. “Sem voltar a funcionar, ninguém recebe seus créditos, sejam fornecedores ou trabalhadores”, concluiu.

 

Chuva forte provoca estragos na região

A madrugada desta quinta-feira foi de destruição na região. A chuva forte, acompanhada de vento e granizo, provocou destruição nas cidades de Cruzália, Pedrinhas Paulista e Florínea. A área rural dos três municípios foi a mais castigada. A chuva, com ventos e granizo começou por volta das 3h deste dia 18 e não durou muito. Porém, deixou um rastro de destruição. A intensidade levantou suspeitas de que pudessem ter ocorrido ‘mini tornados’ em algumas regiões, por conta, principalmente, da forma que ficaram as lavouras de milho. As plantas ficaram completamente retorcidas. Foram registradas ainda as quedas de muitas árvores.
De acordo com o jornal de Cruzália, Gazeta Regional, uma das áreas onde houve grandes prejuízos foi a Fazenda São Geraldo, da família Di Raimo, em Pedrinhas Paulista. No local, casas foram destelhadas, barracão danificado, árvores derrubadas e animais mortos. Até mesmo o ‘pivot’ de irrigação tombou e quebrou por conta dos fortes ventos. Eu outra propriedade, da família Dib, um barracão foi ao chão literalmente com a força dos ventos, e uma casa ficou parcialmente destelhada, além do registro da queda de muitas árvores e da destruição de parte da lavoura de milho.
De acordo com o Instituto Ipmet, de Bauru, o temporal que castigou a região tem a ver com as áreas de instabilidade de tomam conta de todo o Estado de São Paulo. Segundo o metereologista Tiago Ferreira, essas áreas de instabilidade associadas ao sistema de baixa pressão, provocam muitas nuvens, algumas delas mais densas e desenvolvidas, que causam as tempestades. Ele alerta que a região pode registrar outros temporais nos próximos dias, já que a área de instabilidade permanece sobre o Estado.

(Foto: Gazeta Regional/Cruzália)

Send this to friend