Uma pesquisa realizada pela Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com o Equidade.info, iniciativa do Lemann Center da Stanford Graduate School of Education, revelou que 83% dos estudantes brasileiros têm prestado mais atenção nas aulas depois da restrição ao uso de celulares em salas de aula.
A percepção de impacto positivo é maior nos anos iniciais do Ensino Fundamental I, com 88% afirmando prestar mais atenção nas aulas. No Ensino Médio, 70% disseram perceber mudanças para melhor sem os celulares.
O estudo mostra, também, que 77% dos gestores e 65% dos professores relataram diminuição do bullying virtual dentro das escolas. Entre os alunos, entretanto, apenas 41% afirmaram sentir essa mudança, o que sugere que parte dos conflitos pode não estar sendo reportado pelos estudantes ou percebido por professores e gestores escolares.
Tédio cresce
Segundo os dados do levantamento, 44% dos alunos disseram sentir mais tédio durante os intervalos e os recreios. Esses números são mais elevados entre estudantes do Ensino Fundamental I (47%) e do período matutino (46%). Além disso, 49% dos professores relataram aumento de ansiedade entre os alunos com a ausência do uso do celular.
Em relação ao comportamento dos estudantes, o Nordeste aparece como destaque positivo, representando 87% dos avanços. O Centro-Oeste e o Sudeste são as regiões com o menor índice de melhora no ambiente escolar, com 82% indicando que a eficácia das medidas tende a variar segundo fatores regionais.
“Proteger nossos estudantes do uso do celular em sala de aula é garantir um ambiente mais saudável e focado no aprendizado. O resultado que vemos hoje é a confirmação de que a educação precisa ser prioridade, com políticas que cuidem do presente e preparem o futuro dos nossos jovens”, disse o presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, deputado Rafael Brito.
A presidente do Equidade.info, Claudia Costin, ressaltou que a pesquisa mostra avanços positivos no foco e na atenção dos alunos, mas as questões como tédio, ansiedade e bullying, ainda muito presentes entre os estudantes, indicam que ainda há desafios a serem enfrentados.
“Houve uma queda significativa no bullying virtual na visão dos gestores, mas é crucial ouvirmos os estudantes que ainda sentem o problema. Ou seja, a conclusão é que a restrição foi positiva, mas sozinha não basta: as escolas precisam criar alternativas de interação e estratégias específicas para cada idade”, avalia.
Estratégias
Segundo o coordenador do Equidade.info e docente da Stanford Graduate School of Education, responsável pela pesquisa, Guilherme Lichand, os dados reforçam a necessidade de estratégias diferenciadas por faixa etária e rede de ensino, além do desenvolvimento de práticas pedagógicas que mantenham os estudantes engajados e promovam seu bem-estar mesmo sem o celular em sala de aula.
“Os resultados confirmam que a regulação do uso de celulares trouxe ganhos importantes para o aprendizado. Mais do que limitar o uso do telefone celular, a lei abre espaço para repensarmos como a escola se conecta com os alunos. O próximo passo é garantir que a aplicação da lei seja efetiva em todas as etapas, respeitando as particularidades de cada contexto escolar. Assim, conseguiremos transformar a medida em uma política duradoura, que una foco acadêmico e bem-estar dos estudantes”, enfatiza.
A lei que proíbe o uso de celular dentro das escolas pelos alunos foi sancionada em janeiro de 2025 após aprovação no Congresso Nacional.
O estudo ouviu 2.840 alunos, 348 professores e 201 gestores em escolas públicas municipais, estaduais e privadas de todas as regiões do país, entre maio e julho de 2025.
A Prefeitura de Marília anunciou nesta quarta-feira, dia 24 de setembro, a invalidação do contrato de concessão com a Ric Ambiental, empresa responsável pela gestão dos serviços de água e esgoto na cidade. A decisão, oficializada por decreto assinado pelo prefeito Vinícius Almeida Camarinha, é resultado de um processo administrativo que identificou “ilegalidades graves” e um modelo considerado “antieconômico e lesivo ao patrimônio público”, que teria imposto perdas bilionárias ao município.
O relatório final da comissão processante, com o apoio de um estudo da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP), foi a base para a anulação. O documento revelou que o valor global do contrato era 80% inferior à estimativa inicial, o que teria prejudicado a competitividade da licitação e gerado indícios de direcionamento do processo. Além disso, a outorga foi de apenas R$ 2 milhões, um valor considerado desproporcional diante de uma arrecadação estimada em mais de R$ 3,8 bilhões ao longo de 35 anos de contrato.
A análise técnica também apontou que a Prefeitura assumiria passivos financeiros, como a dívida histórica de R$ 50 milhões com a CPFL e a folha de pagamento do extinto DAEM, que chega a R$ 1,9 milhão mensais. A perda patrimonial calculada pelo estudo da FIA/USP é estimada em R$ 55,7 milhões. O valor de outorga por habitante em Marília, de R$ 670, foi comparado desfavoravelmente a outras cidades de porte similar, como Olímpia e Ourinhos, que registraram valores de outorga por habitante de R$ 2.643 e R$ 2.434, respectivamente.
Apesar da anulação, o decreto estabelece que a Ric Ambiental continuará prestando os serviços à população de forma temporária. A medida visa garantir a continuidade do abastecimento de água e do tratamento de esgoto até que um novo processo licitatório seja concluído. Durante este período de transição, a empresa fica proibida de realizar novos investimentos ou distribuir lucros, mantendo a responsabilidade exclusiva pela operação.
Em entrevista coletiva, o prefeito Vinícius Camarinha reforçou que a ação tem como principal objetivo resguardar os interesses da população e o patrimônio público. Ele enfatizou que “o interesse público e a transparência são inegociáveis” e que os recursos que deveriam ter sido obtidos com a concessão não foram revertidos em benefícios para os cidadãos. O processo administrativo completo foi encaminhado ao Ministério Público do Estado de São Paulo e ao Tribunal de Contas do Estado para análise e providências.
Em resumo, a Prefeitura de Marília anulou o contrato de concessão de água e esgoto com a Ric Ambiental, após um relatório apontar ilegalidades e um modelo que causaria perdas financeiras ao município. A empresa continuará operando provisoriamente enquanto a prefeitura prepara uma nova licitação, que será realizada com regras rígidas para garantir a transparência do processo e a proteção dos interesses públicos.
Obra derivada do universo de ‘Radius’ expande o conflito da era 3121 para outros pontos da galáxia
A editora Mustache Comics segue ampliando seu catálogo de narrativas originais e interligadas com o anúncio de seu mais novo projeto em desenvolvimento, a HQ ‘Telecontrol’. A nova obra é uma história derivada diretamente do universo de ‘Radius’, compartilhando a mesma linha temporal da era 3121, e tem a proposta de expandir os desdobramentos do conflito para outros pontos da galáxia.
A HQ visa demonstrar que a luta por equilíbrio, justiça e liberdade não se restringe à Terra, compondo uma saga de proporções épicas que integra o universo compartilhado da editora. A Telecontrol é uma empresa com mais de 30 anos de atuação, especializada em soluções tecnológicas para a gestão completa de pós-venda. Ao longo desse período, consolidou-se como referência no mercado, oferecendo eficiência e confiabilidade em processos como controle de garantia, distribuição de peças, atendimento ao cliente e logística integrada. Com uma rede que ultrapassa 35 mil postos autorizados e o processamento de mais de 1 milhão de ordens de serviço por mês, a Telecontrol entrega escalabilidade, robustez e suporte técnico de excelência para seus clientes.
O projeto editorial de ‘Telecontrol’ é assinado pela Mustache Comics, com projeto gráfico da Mustache Marketing. A história foi criada por Ramon Barbosa Franco e Tiago de Moraes das Chagas (o criador de ‘Radius’ e do personagem ‘Pituco’), com roteiro e arte de Tony Pessanha, colorização de Felipe Felix e balonamento de Lorde Lobo.
Tiago também assina a direção, com curadoria de Nosso Quintal, revisão de Marco Túlio de Oliveira e consultoria de argumento de Valéria Tamião. A expectativa de lançamento desta nova publicação da Mustache Comics é para este segundo semestre de 2025.
Esta é a 8ª publicação da Mustache Comics e 4º título do selo a chegar ao público neste ano. A editora lançou desde o começo do ano os seguintes trabalhos: ‘Quatro Patas, a história de Pituco’, ‘Nhô Pai, o poeta de Beijinho Doce’ e a história-em-quadrinhos spin-off ‘Pituco – Aurora Esmeralda’.
Siga a editora Mustache Comics no Instagram: @mustachecomics
Nos Estados Unidos, Las Vegas, cidade conhecida como a “Capital do Entretenimento Adulto”, é o símbolo do excesso e da promessa de felicidade instantânea. Sob os neons que iluminam cassinos monumentais, shows grandiosos e festas intermináveis, esconde-se um submundo de vícios que envolve drogas, álcool, jogos e prostituição, com impactos diretos na saúde mental e na dignidade humana.
O consumo de drogas é um dos pontos mais sensíveis. Desde 2017, o uso recreativo da maconha é legalizado em Nevada, mas seu consumo em locais públicos continua proibido. Isso não impede que a cidade seja um polo de experiências químicas variadas, onde cocaína, ecstasy e outras substâncias circulam em festas privadas e eventos clandestinos. Paralelamente, o álcool é onipresente: ao contrário de outras cidades americanas, em Las Vegas é permitido beber nas ruas da Strip, e dentro dos cassinos as bebidas são oferecidas gratuitamente para manter os jogadores à mesa. O resultado é um ambiente que estimula o abuso e transforma euforia em dependência.
O jogo, motor econômico da cidade e responsável por bilhões de dólares anuais, é também o maior catalisador de tragédias. A arquitetura dos cassinos é planejada para manipular o jogador: não existem janelas ou relógios, e o colorido das luzes somado a sons estrategicamente elaborados criam uma sensação de euforia ininterrupta. Idosos deixam suas aposentadorias nas máquinas de caça-níqueis, embalados por coquetéis que reforçam a ilusão de felicidade. Muitos jogadores chegam acreditando na possibilidade de ganhos fáceis, mas saem de lá falidos. Não por acaso, a taxa de suicídio em Las Vegas é quase três vezes maior que a média dos Estados Unidos. Funcionários de cassinos e hotéis recebem treinamentos específicos para lidar com tentativas de suicídio, tamanha é a recorrência desse drama.
O que acontece em Las Vegas, permanece em Vegas
A prostituição, embora seja legal em alguns condados de Nevada, é proibida em Las Vegas. Ainda assim, a cidade abriga uma rede robusta de exploração sexual, que vai de acompanhantes de luxo a operações clandestinas. A contradição entre a lei e a prática reflete não só os dilemas sociais e morais, mas também a força econômica desse mercado.
Essa realidade, à primeira vista distante, tem muito a ver com o Brasil. Hoje, nossas redes sociais são invadidas por propagandas que vendem a ideia de enriquecimento rápido por meio de jogos online. Influenciadores digitais ostentam mansões, carros de luxo e viagens, afirmando que tudo vem das apostas. O que não revelam é que recebem comissão sobre as perdas dos seguidores — em alguns casos, até 50% de tudo que alguém perde. O ciclo de destruição se repete: curiosidade que vira vício, dívidas no cartão de crédito, no cheque especial e no consignado, perda de patrimônio, emprego, família e, por fim, da própria dignidade. Muitos recorrem a agiotas e passam a viver sob ameaças, mergulhados no desespero.
O Setembro Amarelo nos lembra que a prevenção ao suicídio vai além do cuidado individual com a saúde mental. É necessário observar os ambientes e práticas que empurram pessoas para o limite. O caso de Las Vegas é uma metáfora clara: uma miragem de felicidade no deserto que seduz, consome e destrói. No Brasil, essa miragem aparece em telas de celular, em aplicativos e propagandas que vendem prazer e sucesso fáceis, mas entregam ruína e sofrimento. Discutir drogas, álcool, prostituição e jogos em setembro não é moralismo, mas reconhecer fatores que podem levar indivíduos ao desespero. Se queremos realmente prevenir o suicídio, precisamos enfrentar não apenas as consequências, mas também os ambientes que alimentam a dor. Afinal, por trás do brilho das luzes, há sempre sombras que precisam ser expostas.
Sandra Campos é empresária e ativista pró-vida. Instagram @sandracamposaaa
Caminhão com fundo falso é interceptado na rodovia Washington Luís, e motorista com passagens por tráfico e roubo é preso.
Uma operação integrada entre a Polícia Militar Rodoviária e a Polícia Rodoviária Federal resultou na apreensão de uma carga milionária de cocaína. A droga, avaliada em R$ 6 milhões, foi encontrada na segunda-feira, dia 15, escondida em um compartimento secreto de um caminhão que trafegava pela rodovia Washington Luís, em São Carlos, interior de São Paulo.
A ação foi desencadeada após as autoridades receberem uma denúncia anônima sobre um veículo transportando entorpecentes em direção à capital paulista. As equipes se posicionaram em pontos estratégicos e conseguiram interceptar o caminhão suspeito.
Durante a abordagem, os policiais descobriram um fundo falso onde estavam escondidos 453 tabletes de cocaína, somando 407 quilos da droga. O motorista do veículo, que já tinha antecedentes criminais por tráfico, roubo e receptação, foi preso em flagrante. Ele foi levado à Delegacia de Polícia Federal de Araraquara, onde a ocorrência foi registrada como tráfico de drogas, e ele permanece à disposição da Justiça.
A emoção do rodeio está de volta a Pompeia! A 34ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Pompeia começa nesta quinta-feira (18), no Recinto Mário Zapparoli, e promete quatro dias de programação intensa, com montarias eletrizantes, provas, shows de grandes nomes da música sertaneja e entrada gratuita para toda a população. O evento é uma realização da Comissão Organizadora com apoio da Prefeitura Municipal de Pompeia.
Rodeio de alto nível
A arena receberá mais uma etapa oficial do Circuito Rancho Primavera (CRP), reunindo alguns dos principais competidores do Brasil. No último final de semana, em Santa Mercedes (SP), o jovem Andrei Izidorio, de apenas 19 anos, foi campeão em touros e é um dos nomes esperados em Pompeia.
A novidade desta edição é a volta do cutiano, tradicional modalidade 100% brasileira de montaria em cavalos, que exige técnica, equilíbrio e muita coragem dos peões. Para os amantes “raiz” do rodeio, será um verdadeiro espetáculo.
As montarias contarão com animais de companhias reconhecidas, como Cia Califórnia, Cia TM, Cia N.A Bulls, Cia 2M, Cia Zé Cury, Cia GL e Cia BC nos touros, e as tropas JR & BBR e Pro Horse no cutiano.
Premiação
Os campeões de cada modalidade receberão como prêmio uma moto Yamaha Factor 0km, avaliada em aproximadamente R$ 17 mil.
Prova dos Três Tambores
No domingo (21), a programação começa já pela manhã com a tradicional Prova dos Três Tambores, modalidade que une velocidade e técnica, e retorna no final da tarde com a grande final da prova, antes do último show do evento.
Shows musicais
Além do rodeio, a população vai se divertir com uma programação musical de peso:
Quinta-feira (18): Ícaro & Gilmar
Sexta-feira (19): Victor & Léo
Sábado (20): Bruno & Barreto
Domingo (21): Clayton & Romário
Entrada gratuita
Com entrada gratuita em todas as noites, a 34ª Festa do Peão de Pompeia reafirma sua tradição como um dos eventos mais aguardados do calendário cultural da cidade, oferecendo entretenimento de qualidade para toda a família.
Poder Legislativo local não recebe alertas do TCE-SP em atual administração
A atual gestão da Câmara Municipal de Lupércio, na região de Marília, liderada pelo vereador Gabriel Henrique, está em dia com a documentação junto ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e por isso, vem se destacando na região por sua transparência e boa administração. A casa legislativa não recebeu nenhum relatório de alerta do órgão, que fiscaliza a aplicação de recursos públicos.
O presidente da Câmara, Gabriel Henrique, conhecido por sua atuação combativa, ressaltou o compromisso de sua equipe com a responsabilidade fiscal. “Estamos trabalhando arduamente para sermos uma das câmaras mais eficientes do interior do estado, otimizando cada centavo do dinheiro público para beneficiar a nossa população”, afirmou o vereador.
A eficiência da gestão tem se refletido na redução de gastos e na otimização de recursos, o que contribui para a estabilidade e a credibilidade das finanças do Poder Legislativo municipal. Todos os prazos de entregas de dados, informações e documentos junto à Corte estadual são respeitados religiosamente em dia pela gestão Gabriel Henrique.
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (21) que toda a população do estado vai receber a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan até fevereiro de 2021.
“Aos brasileiros de São Paulo, sim, garanto que teremos a vacina, a CoronaVac, para atender a totalidade da população de São Paulo, já ao final deste ano e ao longo dos dois primeiros meses de 2021, e vamos imunizá-los”, disse Doria nesta segunda.
O governador não explicou como será feita a distribuição das vacinas. O secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou no último dia 10 que o cronograma dos testes está sendo respeitado e a expectativa é a de que os resultados sejam enviados para a Anvisa no final de outubro. Com isso, ainda de acordo com ele, a vacina será incluída no calendário de vacinação nacional no início de janeiro.
Em julho, o governador havia dito que a vacina seria distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para milhões de brasileiros, não apenas em São Paulo.
“Nessas circunstâncias nós já poderemos iniciar a produção da vacina em dezembro e imediatamente na sequência iniciar a vacinação, com o SUS, de milhões de brasileiros, não apenas em São Paulo como também em outros estados”, declarou Doria na época.
Ao apresentar o projeto desta vacina para o Ministério da Saúde, em agosto, Dimas Covas, diretor do Butantan, também declarou que “a vacina é para brasileiros, não é para paulistas”.
“O Butantan fornece vacinas, todas as vacinas que ele produz, ao Ministério da Saúde, o Programa Nacional de Imunização, e esse é o projeto. Vamos oferecer essa vacina, esses 45 milhões de doses ao Ministério da Saúde”, disse Dimas Covas no dia 25 de agosto.
O acordo com o laboratório chinês prevê o envio de doses prontas da CoronaVac, fabricadas na China, além da transferência de tecnologia para que o Butantan possa fabricá-las em território nacional no futuro.
Até a última segunda-feira, o governo estadual afirmava que seriam 45 milhões doses ainda neste ano. Neste domingo, Doria disse, pelas redes sociais, que o total de doses será de 46 milhões apenas em 2020.
O estado de São Paulo tem cerca de 44 milhões de habitantes, segundo o IBGE. Os testes da CoronaVac em voluntários, no entanto, são feitos com duas doses da vacina por pessoa.
Plano alternativo
Questionado sobre como seria feita a imunização em SP, Doria afirmou nesta segunda-feira (21) que o governo estadual já possui um plano alternativo de vacinação, caso a distribuição não seja feita pelo SUS.
“Temos, sim, um plano alternativo, mas preferimos acreditar num plano nacional, num plano que envolva o Ministério da Saúde. É nisso que nós temos trabalhado com o ministro Eduardo Pazuello. Não faz sentido acreditar que o Ministério da Saúde com seriedade, imagine que não vá ter um tratamento igual para todos os brasileiros”, disse Doria.
“O que eu posso garantir é que os brasileiros que residem em São Paulo não vão ficar sem a vacina”, completou.
Doria também afirmou que não existirá preferência para alguns brasileiros em detrimento de outros na distribuição da vacina.
“Entendo que a imunização de todos os brasileiros é fundamental. A meu ver, não existem brasileiros de primeira classe, que tomam a vacina antes dos brasileiros de segunda classe, que tomam a vacina depois. E no meu entendimento também a vacina deve ser obrigatória”, disse o governador.
Vacina ainda em testes
Toda vacina precisa passar por etapas importantes de testes antes que sua distribuição em larga escala seja autorizada. Os testes são necessários para verificar a segurança e eficácia de uma vacina.
A CoronaVac está na terceira fase de testes. Essa etapa serve para avaliar se ela poderá ser distribuída em massa. Esses testes com voluntários começaram no Brasil no dia 21 de julho, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
De acordo com Clinical Trials, que reúne informações sobre estudos clínicos de vacinas, o Instituto Butantan informou que o último voluntário da CoronaVac será examinado em outubro de 2021. No entanto, o governo planeja oferecer a vacina em janeiro de 2021.
Em agosto, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, admitiu, que vai buscar a aprovação da vacina chinesa CoronaVac antes mesmo do fim dos estudos clínicos com os 9 mil voluntários brasileiros.
A CoroVac está na terceira fase de testes. Metade dos voluntários recebem placebo e a outra metade a vacina. Esse tipo de estudo é denominado de duplo cego, pois pesquisadores e pesquisados não sabem quem recebeu qual tipo de tratamento. Após 14 dias da aplicação da primeira dose, os voluntários são submetidos a uma segunda.
Em 3 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a nova etapa do projeto. Dias depois, o governador João Doria (PSDB) anunciou que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) também aprovou a realização dos testes.
Além do Hospital das Clínicas, a vacina será aplicada em doze centros de pesquisa selecionados no país e coordenados pelo Instituto Butantan.
Apenas profissionais de saúde que estejam atuando diretamente no combate à Covid-19 poderão participar da terceira fase de testes da vacina contra o novo coronavírus. Outros pré-requisitos são que os voluntários não tenham se contaminado pela doença anteriormente, mulheres não estejam grávidas ou planejem engravidar nos próximos três meses, e que os voluntários morem perto de um dos 12 centros de pesquisa que conduzirão o projeto.
Ao todo, 9 mil profissionais da saúde devem participar dos testes nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília, durante a terceira fase de testes da vacina chinesa.
5 milhões de doses
Doria anunciou neste domingo (20) que o estado vai receber 5 milhões de doses da vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan já no mês de outubro.
“Os testes continuam com os médicos e enfermeiros voluntários em seis estados e, em breve, se tudo correr como planejado, poderemos imunizar milhões de brasileiros. Vacina simboliza a esperança, a certeza de que tudo isso vai passar. Bom domingo a todos”, disse Doria em post nas redes sociais.
Os detalhes do acordo do governo estadual com a Sinovac, laboratório chinês que desenvolve a vacina em parceria com o Butantan, são sigilosos. Se a vacina for aprovada nos testes clínicos da fase 3, que estão em curso atualmente, sua produção em solo nacional será feita em uma fábrica que o governo estadual pretende adaptar.
Número de doses
O total de doses que o governo afirma que serão recebidas por meio do acordo com a Sinovac não consta em nenhum documento oficial. O valor divulgado pelo governador e por seus porta-vozes já variou algumas vezes.
Quando o governo de São Paulo anunciou o investimento de R$ 96 milhões em doações para obras na fábrica, no dia 29 de julho, Doria disse que, se a gestão estadual alcançasse a meta de R$ 130 milhões, seria possível dobrar a produção de 60 milhões de doses previstas para 120 milhões.
No entanto, em um comunicado enviado à imprensa no mesmo dia, a gestão estadual afirmou que já eram previstas 120 milhões de doses da vacina, e que o investimento possibilitaria dobrar esse número, alcançado 240 milhões de doses.
Dias antes, em apresentação online, Dimas Covas, diretor do Butantan, anunciou outra previsão. Segundo ele, a expectativa era a de que seriam recebidas 120 milhões de doses da vacina prontas e semi-prontas e a fábrica do instituto poderia produzir outras 100 milhões de doses.
Posteriormente os valores divulgados mudaram mais uma vez. Atualmente, o acordo com o laboratório chinês prevê, segundo o governo, o envio de 15 milhões prontas e 30 milhões semi-prontas neste ano. Outros 16 milhões de doses semi-prontas estão previstas para serem entregues até março de 2021.
O governo de São Paulo ainda negocia com o Ministério da Saúde um investimento de cerca de R$ 1,9 bilhão que possibilitaria a oferta de 100 milhões de doses da vacina até maio de 2021.
Expansão de fábrica do Butantan
Doria anunciou na última segunda-feira (14) a conclusão de uma nova etapa de arrecadação de doações para a fábrica do Instituto Butantan que deve produzir a vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o instituto.
Segundo Doria, as doações de empresas do setor privado somam R$ 97 milhões. Em 29 de julho, o governo já havia anunciado que obteve R$ 96 milhões em doações para a empreitada.
Na época, o governo estimava que seriam necessários R$ 130 milhões para a empreitada – faltavam, portanto, R$ 34 milhões em doações. No entanto, nesta segunda, o governo anunciou um novo valor estimado para a obra: R$ 160 milhões. Diante dessa nova estimativa, o valor que ainda precisa ser arrecadado pulou para R$ 63 milhões. Toda a verba não virá, necessariamente, de doação. O governo estadual ainda pleiteia aporte do governo federal.
O governo de São Paulo negocia com o Ministério da Saúde um investimento de cerca de R$ 1,9 bilhão, dos quais:
• R$ 85 milhões iriam para o estudo clínico
• R$ 60 milhões para reforma da fábrica
• o restante possibilitaria que a oferta de vacinas chegasse a 100 milhões de doses até maio de 2021
(Por Beatriz Borges, Marina Pinhoni, Patrícia Figueiredo e Vivian Souza com supervisão de Cíntia Acayaba/G1 SP)
Vários estados e municípios avançam na flexibilização da quarentena, incluindo a criação de agendas de retorno para as aulas presenciais. Para se preparar, a Maple Bear, rede de ensino bilíngue com metodologia canadense e cerca de 30 mil alunos, criou um robusto plano de retorno que inclui a experiência de unidades e países que já retomaram às aulas presenciais, incluindo investimentos em equipamentos e adaptações, um rígido protocolo sanitário e um planejamento acadêmico de curto e médio prazo. A rede contou com a assessoria da Sociedade Brasileira de Infectologia para supervisão dos protocolos e o Hospital Albert Einstein irá realizar uma auditoria de conformidade nas unidades de São Paulo capital. Tudo para garantir a segurança e acolhimento para alunos e pais neste retorno tão esperado.
“A garantia de que a aprendizagem continue seja qual for o contexto é prioridade da Maple Bear. Vivemos em um ambiente adverso e em constante alteração. Para atingir esse objetivo essencial, trabalhamos com os diferentes cenários de retorno presencial e híbrido, o que já está acontecendo em nossas escolas de Mato Grosso, Amazonas e Maranhão, ou digital, como continuamos na maior parte das escolas. Está sendo um período de muito aprendizado e acreditamos que a partir de agora as escolas não serão mais as mesmas”, afirma Cintia Sant’Anna, diretora acadêmica da Maple Bear, que completa, “por esse motivo criamos novos caminhos e formas para minimizar esse impacto pedagógico na vida de nossos alunos, como uma plataforma de estudos online, webinars com atividades lúdicas, orientações para pais, cartilha de procedimentos por público e um website com orientações para a comunidade escolar”.
O plano de retorno tem cinco eixos principais: reconstrução do relacionamento com os alunos, estabelecer novos procedimentos de comportamento e rotinas, focar a programação das aulas e atividades nos conhecimentos essenciais, analisar o desempenho dos alunos no período de isolamento social e compartilhar com toda a comunidade o plano de retorno às atividades na escola. Dentro deste escopo, uma das principais medidas é o retorno gradual com a criação de uma escala de turmas por dia ou iniciar com um número reduzido de salas ou com foco em determinada faixa etária, de acordo com as regras locais. Nas salas, é mantida uma distância de dois metros entre os alunos e os espaços serão mantidos arejados e com ventilação natural.
Na área sanitária, a gama de ações é vasta e vem se mostrando efetiva nas escolas já reabertas. Um dos principais pontos de atenção é o momento de chegada, em que é realizada a checagem de temperatura dos alunos, professores e colaboradores em sala reservada ou enfermaria, além do uso de tapete capacho sanitizante para higienização dos calçados. Esse processo é feito com agilidade e uma fila organizada de forma a evitar aglomerações. A rede estipulou também que professores e funcionários tenham uma roupa para uso na escola. Já os jovens têm um kit individual de brinquedos, materiais de estudo, de higiene e alimentação a fim de evitar trocas.
A limpeza está sendo intensificada em todas as escolas, seguindo um protocolo parecido com o dos hospitais, com o uso de produtos com álcool 70% e limpeza constante em todas as áreas. A rede priorizou o uso de álcool em espuma ou em gel em vez dos borrifadores de álcool líquido, pois identificou que esses assustam algumas crianças. Para reforçar todos esses procedimentos, foram expostos nos principais ambientes da escola placas de sinalização para pais, alunos, colaboradores e visitantes.
“Pela experiência que tivemos nas unidades que já retomaram aulas presenciais, o correto uso de EPIs, uma comunicação recorrente com os pais e treinamentos foram muito importantes para um retorno organizado. Além disso, manter opções digitais também se mostrou fundamental para atender algumas famílias que preferiram não mandar seus filhos neste momento, além de atender a redução de capacidade. A taxa de presença foi crescendo semana a semana, mas entendemos que o modelo híbrido deve prevalecer nos próximos meses”, completa a diretora acadêmica da Maple Bear.
Sobre a Maple Bear
Com origem em North Vancouver, British Columbia, Canadá, e com mais de 500 escolas em 24 países, atendendo mais de 40 mil crianças e adolescentes, a Maple Bear Canadian School é uma das líderes mundiais em educação bilíngue, oferecendo ensino Infantil, Fundamental e Médio de alta qualidade, fundamentado nas melhores práticas que posicionam a educação canadense entre as melhores do mundo. As escolas Maple Bear proporcionam um sistema de aprendizagem centrado no aluno, em um ambiente seguro e estimulante, despertando a paixão por aprender ao longo de toda a vida. No Brasil, a Maple Bear está presente em todas as regiões do País com mais de 140 escolas, que contam com uma metodologia canadense de ensino experiencial, bilíngue e multicultural. Em 2017, o Grupo SEB tornou-se o controlador da master franquia brasileira, que investe em treinamento com educadores canadenses, oferece uma oportunidade de negócio sólido e com propósito social que contribui com a formação dos jovens e do País.
O SP Tech, programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, disponibilizará 20 mil vagas exclusivas para mulheres em cursos online gratuitos na área de Tecnologia da Informação (TI). Residentes dos 645 municípios do estado poderão participar dos cursos virtuais e buscar profissionalização na área. As inscrições já estão abertas e devem ser realizadas até o dia 4 de setembro.
Para participar dos cursos, as interessadas devem realizar as inscrições no site www.cursosviarapida.sp.gov.br. Podem se inscrever candidatas a partir de 16 anos, alfabetizadas e domiciliadas no estado de São Paulo.